O PayMe tem mais de 3,3 milhões de usuários, que poderão ativar uma carteira para movimentar a RedCoin, segundo o HSBC informou à CoinDesk. O token, identificado pela sigla RCHKD, permitirá transferências entre pessoas e pagamentos em mais de 100 mil estabelecimentos. Essa base representa o público potencial da distribuição, não uma contagem de usuários que já adotaram a moeda.
A distribuição começa onde o cliente já está
A RedCoin é uma stablecoin, um token que busca acompanhar uma referência, neste caso o dólar de Hong Kong. Ao colocá-la no PayMe, o HSBC reduz a necessidade de o cliente procurar outro aplicativo para começar a utilizá-la. A carteira integrada é a ferramenta para acessar e movimentar o ativo digital.
Esse é o mecanismo econômico central do lançamento: aproveitar uma rede existente de usuários e comerciantes para facilitar o uso de um novo instrumento de pagamento. O acesso facilitado pode favorecer a utilização, mas não equivale a demanda comprovada. O resultado dependerá de os clientes escolherem a RedCoin para transferências e compras, e não apenas ativarem a função.
Licença e lastro têm papéis diferentes
A distribuição ocorre depois de a Autoridade Monetária de Hong Kong conceder, em abril, as primeiras licenças locais para emissores de stablecoins ao HSBC e à Anchorpoint Financial, empreendimento liderado pelo Standard Chartered. A Anchorpoint iniciou em agosto uma distribuição limitada do HKDAP, voltada a pagamentos e liquidação de operações institucionais, um foco diferente do varejo atendido pelo PayMe.
O HSBC afirma que a RedCoin terá cobertura integral por ativos líquidos de alta qualidade mantidos em contas separadas. Essa é uma declaração do banco sobre o lastro do token, não uma garantia de estabilidade ou de resgate em qualquer circunstância.
Dos pagamentos aos investimentos
O banco planeja incluir uma carteira RedCoin em seu aplicativo bancário de Hong Kong ainda em 2026 e permitir aplicações em produtos tokenizados, cujas participações são representadas digitalmente. Entre eles está uma nova classe de cotas de um fundo existente em dólares de Hong Kong. Essa integração permanece como plano, não como funcionalidade já disponível.
Se essa etapa for implementada, o HSBC poderá conectar pagamentos e investimentos por meio do mesmo token. A vantagem de distribuição estará em transformar acesso em uso recorrente, sem exigir que o cliente comece sua relação com ativos digitais fora dos aplicativos do banco.
🪙 Número do Dia
Mais de 3,3 milhões : Usuários do PayMe que poderão ativar uma carteira RedCoin nos próximos dias, segundo o HSBC na reportagem de 23 de outubro de 2026. Não representa adesão já realizada.
Por que isso importa
O lançamento mostra como um banco pode distribuir uma stablecoin por uma rede de pagamentos já utilizada. Para quem acompanha criptoativos, a distinção central é entre alcançar clientes existentes e conseguir que eles adotem efetivamente o novo instrumento.
Fonte original: https://www.coindesk.com/business/2026/10/23/hsbc-rolls-out-its-first-stablecoin-to-over-3-million-everyday-app-users
