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sexta-feira, 23 de outubro de 2026 Brasil

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CoinDCX: disputa sobre segurança passa pelo uso de endereços

Transferências de aproximadamente 15,99 milhões de USDT e 5.784 TRX, registradas em 21 de outubro de 2026, abriram uma disputa sobre a segurança da CoinDCX. Segundo a AMBCrypto, a corretora nega um novo comprometimento de suas carteiras ativas, mas investigadores questionam sua explicação.

CoinDCX nega novo ataque após transferências de 15,99 milhões de USDT. Investigador contesta desativação de endereços e expõe disputa sobre seu uso.

Transferências envolvendo endereços anteriormente associados à CoinDCX colocaram a corretora indiana sob questionamento. Segundo reportagem da AMBCrypto publicada em 23 de outubro, o investigador Darcy apontou a movimentação de aproximadamente 15,99 milhões de USDT e 5.784 TRX para um único endereço na rede TRON, dois dias antes. A suspeita de incidente de segurança é contestada pela empresa.

A maior transação foi de 15,82 milhões de USDT, token que busca acompanhar o valor do dólar. Conforme o relato, os recursos foram depois divididos e encaminhados a endereços de depósito associados a Binance, OKX e Gate. Movimentação identificada não equivale, por si só, a prejuízo comprovado para a CoinDCX ou seus clientes.

O que significa chamar um endereço de desativado

Sumit Gupta, cofundador da CoinDCX, afirmou que as carteiras ativas não foram comprometidas. Sua explicação é que invasores reutilizaram endereços comprometidos no ataque de julho de 2025. Segundo ele, esses endereços haviam sido desativados, e nenhum dos endereços atuais verificados pela empresa enviou recursos aos antigos.

O investigador ZachXBT contestou essa classificação. De acordo com a AMBCrypto, ele afirmou que um dos endereços continuava ligado a um provedor de liquidez, processava depósitos de usuários e interagia com uma carteira operacional da CoinDCX em abril e maio de 2026. A divergência é sobre o uso efetivo dos endereços, não apenas sobre o nome dado a eles.

A separação precisa funcionar na operação

Um endereço identifica uma origem ou destino de criptoativos na rede; não corresponde necessariamente a uma pessoa. Classificá-lo internamente como antigo não impede que receba transferências. A questão econômica é se permanecia integrado ao atendimento de depósitos e, portanto, se havia exposição operacional apesar da desativação declarada.

Sobre o ataque de julho de 2025, que a reportagem informa ter somado US$ 44 milhões, a CoinDCX declarou ter absorvido as perdas operacionais e creditado os usuários afetados. Também afirmou que os ativos dos clientes seguem protegidos em armazenamento separado e desconectado da internet. Essas garantias são declarações da empresa, não uma verificação independente apresentada no material.

Para quem acompanha corretoras de criptoativos, o caso mostra por que importa distinguir desativação administrativa de separação operacional. Se um endereço continua recebendo depósitos ligados ao serviço, sua classificação como antigo não elimina essa dependência. É essa conexão, contestada entre empresa e investigador, que determina o alcance da explicação oferecida.

🪙 Número do Dia

15,99 milhões de USDT : Montante aproximadamente transferido em 21 de outubro de 2026 de endereços anteriormente associados à CoinDCX, segundo Darcy, citado pela AMBCrypto. Não representa perda comprovada.

Por que isso importa

A disputa evidencia que a segurança de uma corretora depende também de como endereços antigos são retirados da operação. A classificação interna só esclarece o risco quando corresponde ao uso efetivo desses endereços.


Fonte original: https://ambcrypto.com/coindcx-faces-fresh-scrutiny-over-16m-crypto-transfers-what-happened/