O dólar à vista encerrou o pregão cotado a R$ 5,123, com desvalorização de R$ 0,029 (-0,5%), registrando o menor fechamento desde 17 de junho. A moeda americana (a divisa dos Estados Unidos, usada como referência mundial) perdeu força tanto no Brasil quanto no exterior, recuando frente ao euro, ao iene japonês e a moedas de países emergentes como o peso chileno e o rand sul-africano. Em 2026, o dólar acumula queda de 6,65% no Brasil, segundo dados da Agência Brasil.
O movimento reflete a melhora do apetite global por risco — uma expressão que indica quando investidores voltam a apostar em ativos mais arriscados, como ações e moedas de países emergentes, em vez de buscar refúgio em dólares ou títulos do governo americano. Apesar da continuidade dos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o mercado passou a apostar que as tensões não serão duradouras, o que reduziu o medo de interrupções no fornecimento de petróleo.
Bolsa e petróleo em direções opostas
O Ibovespa (principal índice da bolsa brasileira, que reúne as ações das maiores empresas do país) interrompeu três sessões consecutivas de queda e fechou em alta de 1,22%, aos 172.742,12 pontos. O desempenho acompanhou o avanço das bolsas norte-americanas e foi favorecido pela redução dos prêmios de risco — quando investidores exigem menos retorno extra para investir em países emergentes, sinal de que enxergam menos perigo. No ano, o Ibovespa acumula alta de 7,21%.
Já o petróleo devolveu parte dos ganhos recentes. O barril do tipo Brent (referência internacional para o preço do petróleo) caiu 2,2%, encerrando o dia cotado a US$ 76,30. A correção ocorreu apesar dos ataques entre Estados Unidos e Irã e das dificuldades no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, segundo a Agência Brasil. O mercado reduziu o prêmio de risco geopolítico após relatos de esforços diplomáticos para retomada das negociações entre Washington e Teerã.
Comparação internacional
A queda do dólar no Brasil acompanha uma tendência global. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a seis divisas fortes (euro, iene, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), recuou 0,08%, aos 100,940 pontos. A título de comparação, enquanto o real se valorizou 6,65% frente ao dólar em 2026, moedas de outros emergentes como o peso chileno e o peso colombiano também ganharam força, refletindo um movimento coordenado de saída de capitais dos Estados Unidos em busca de retornos maiores em mercados mais arriscados.
📊 Número do Dia
R$ 5,123 — Menor cotação do dólar em três semanas, com queda acumulada de 6,65% em 2026
Por que isso importa
Para o cidadão, um dólar mais barato significa que produtos importados e viagens ao exterior ficam mais acessíveis — é como se o seu salário ganhasse mais poder de compra lá fora. Para empresas que importam insumos ou máquinas, os custos caem, o que pode se traduzir em preços menores nas prateleiras. Já para investidores, a alta da bolsa e a queda do dólar indicam que o Brasil está sendo visto como um destino mais atraente para aplicações, o que pode impulsionar ainda mais os ativos locais.
Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/dolar-cai-ao-menor-nivel-em-tres-semanas-bolsa-sobe-122


