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Ethereum acumula apostas baixistas e risco de reversão brusca

Ethereum acumula US$ 2 bi em posições vendidas próximo a US$ 2 mil. Risco de short squeeze caso preço rompa US$ 2.150. Entenda o impacto para ETFs brasileiros.
O Ethereum (ETH) acumula posições vendidas (apostas na queda) concentradas próximo ao patamar de US$ 2 mil, segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 27 de maio de 2025. O cenário aumenta o risco de um movimento técnico conhecido como short squeeze (aperto de vendidos), que poderia forçar recompras em massa caso o preço rompa a barreira de US$ 2.150.

O Ethereum negocia próximo a US$ 2 mil, nível em que se concentra um volume expressivo de contratos futuros vendidos (short positions). Esses contratos são apostas de que o preço cairá: investidores vendem Ethereum que não possuem, esperando recomprá-lo mais barato no futuro. Segundo a Cointelegraph, o aumento do open interest (volume total de contratos futuros em aberto, uma medida de quantas apostas estão ativas no mercado) sinaliza que muitos investidores estão posicionados para lucrar com uma queda.

O problema para quem aposta na queda é que, se o preço subir em vez de cair, esses investidores são forçados a recomprar Ethereum para fechar suas posições e limitar perdas. Essa recompra forçada pode empurrar o preço ainda mais para cima, num efeito cascata chamado short squeeze (aperto de vendidos). É como uma fila de dominós: quando o primeiro cai (o preço sobe um pouco), os demais são obrigados a cair em sequência (mais recompras, mais alta). A reportagem aponta que, caso o Ethereum rompa US$ 2.150, cerca de US$ 2 bilhões em posições vendidas estariam em risco de liquidação (fechamento forçado).

Para contextualizar a escala desse valor: US$ 2 bilhões equivalem a aproximadamente R$ 11 bilhões (considerando câmbio de R$ 5,50 por dólar, conforme cotação de mercado em maio de 2025). Esse montante é superior ao valor de mercado de muitas empresas listadas na B3, como Azul ou CVC, e representa uma pressão de recompra significativa num mercado que opera 24 horas por dia. Em comparação, o volume diário médio de negociação do HASH11 (ETF de criptomoedas negociado na B3) gira em torno de R$ 10 milhões, segundo dados públicos da bolsa brasileira, o que ilustra a diferença de escala entre o mercado cripto global e os instrumentos disponíveis ao investidor brasileiro.

Historicamente, episódios de short squeeze no mercado cripto resultaram em altas abruptas de dois dígitos percentuais em poucas horas. O cenário atual não garante que isso ocorrerá, mas a concentração de apostas vendidas em torno de um patamar específico aumenta a probabilidade de movimentos bruscos de preço. Para o investidor brasileiro que acompanha o Ethereum via ETFs locais como o ETHE11, isso significa maior volatilidade (oscilação de preço) no curto prazo, com possibilidade de ganhos ou perdas rápidas dependendo da direção do movimento.

📊 Número do Dia

US$ 2 bilhões , Volume estimado de posições vendidas em Ethereum que estariam em risco de liquidação caso o preço rompa US$ 2.150, segundo a Cointelegraph

Por que isso importa

Para o investidor brasileiro, esse cenário reforça a importância de acompanhar não apenas o preço do Ethereum, mas também a estrutura de posições no mercado futuro. Movimentos técnicos como o short squeeze podem gerar volatilidade extrema em janelas curtas, afetando diretamente o desempenho de ETFs cripto negociados na B3 (como ETHE11 e HASH11). Quem investe em criptomoedas precisa estar preparado para oscilações bruscas, especialmente em momentos de concentração de apostas em níveis específicos de preço.


Fonte original: https://cointelegraph.com/markets/ether-bears-risk-115-billion-squeeze-as-shorts-pile-up-at-2k?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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