O mercado de stablecoins atingiu a marca de US$ 300 bilhões em valor total circulando, mas o crescimento do setor perdeu força. Conforme reportou a The Block, a Tether (USDT), maior stablecoin do mundo, tem ampliado sua fatia de mercado enquanto rivais perdem espaço. Para contextualizar, stablecoins são moedas digitais que mantêm valor fixo em relação a uma moeda tradicional (geralmente o dólar), funcionando como um real digital que vale sempre o mesmo, mesmo quando o resto do mercado de criptomoedas balança.
As novas stablecoins emitidas por bancos tradicionais e em conformidade com a legislação GENIUS Act (marco regulatório norte-americano para stablecoins) tiveram início mais difícil que o esperado. Segundo a publicação, essas moedas digitais reguladas enfrentam dificuldades para conquistar participação de mercado, mesmo com o selo de conformidade regulatória. A título de comparação, é como se novos bancos digitais regulados pelo Banco Central brasileiro tivessem dificuldade para atrair clientes de fintechs já estabelecidas, mesmo oferecendo maior segurança jurídica.
A desaceleração no crescimento do mercado de stablecoins ocorre em janela temporal não especificada pela fonte, mas documentada pela The Block em maio de 2026. A Tether, que já era líder de mercado, tem ampliado sua vantagem sobre concorrentes como USDC (Circle) e outras stablecoins menores. Esse movimento de concentração acontece mesmo com a entrada de novos competidores bancários no setor.
Para o investidor brasileiro, o cenário tem relevância direta. Stablecoins são amplamente utilizadas por brasileiros para proteger patrimônio da volatilidade do real e acessar mercados internacionais de criptomoedas. Segundo dados públicos de mercado, a maioria das corretoras brasileiras de criptomoedas oferece negociação em USDT e USDC. A concentração de mercado na Tether levanta questões sobre diversificação de risco: depender de um único emissor para uma função tão crítica (reserva de valor em dólar digital) pode representar vulnerabilidade sistêmica.
A dificuldade das stablecoins bancárias reguladas em ganhar mercado sugere que investidores e traders priorizam liquidez e adoção de rede sobre conformidade regulatória. Esse padrão contrasta com expectativas de que marcos regulatórios como o GENIUS Act acelerariam a migração para stablecoins emitidas por instituições tradicionais. No contexto brasileiro, o Banco Central desenvolve o Drex (real digital), que funcionará como stablecoin oficial lastreada em real, mas ainda sem data definitiva de lançamento para o público geral.
📊 Número do Dia
US$ 300 bilhões , Valor total de stablecoins em circulação no mercado global, com crescimento desacelerando e Tether ampliando domínio sobre concorrentes.
Por que isso importa
A concentração de mercado na Tether e a dificuldade de stablecoins reguladas em ganhar espaço afetam diretamente investidores brasileiros que usam essas moedas digitais para proteger patrimônio e acessar mercados internacionais. A desaceleração no crescimento do setor pode sinalizar maturação do mercado ou saturação temporária, enquanto a preferência por liquidez sobre conformidade regulatória desafia a tese de que marcos legais como o GENIUS Act transformariam rapidamente o setor. Para o Brasil, o cenário reforça a importância do Drex como alternativa nacional em stablecoin lastreada em real.
Fonte original: https://www.theblock.co/post/401707/stablecoin-supply-300-billion-growth-stalls-tether-gains-rivals-expense?utm_source=rss&utm_medium=rss












