A Strive Asset Management, gestora de ativos dos Estados Unidos, comprou 382 bitcoins por cerca de US$ 30 milhões, conforme reportou o The Block. A aquisição foi realizada por meio do Strive Digital Asset Trust (DAT), veículo de investimento da empresa dedicado a criptomoedas. Com essa operação, o fundo elevou suas reservas totais para 15.391 bitcoins, o equivalente a aproximadamente US$ 1,2 bilhão na cotação atual (considerando o preço médio de mercado em maio de 2026, segundo dados públicos da CoinGecko).
A compra permite à Strive manter sua posição como a nona maior tesouraria corporativa de bitcoin do mundo. Esse ranking, mantido por plataformas como a Bitcoin Treasuries, lista empresas que mantêm bitcoin em seus balanços como reserva de valor, uma prática que ganhou força desde 2020, quando a MicroStrategy (líder do ranking) iniciou sua estratégia de acumulação. Para contextualizar, a nona posição coloca a Strive à frente de diversas empresas de tecnologia e fundos de investimento, mas ainda distante da MicroStrategy, que detém mais de 200 mil BTC.
O movimento da Strive ilustra uma tendência crescente no mercado corporativo americano: tratar o bitcoin como um ativo de reserva, semelhante ao ouro ou a títulos do Tesouro. Empresas que adotam essa estratégia argumentam que o bitcoin (moeda digital descentralizada, limitada a 21 milhões de unidades) oferece proteção contra a desvalorização de moedas tradicionais e diversificação de portfólio. A título de comparação, no Brasil, essa prática ainda é rara entre empresas de capital aberto, embora investidores institucionais tenham acesso a ETFs de bitcoin na B3, como o HASH11 e o QBTC11, que funcionam como uma forma de investir em BTC pela bolsa, como se fosse uma ação.
A Strive não divulgou o preço médio pago por bitcoin nesta compra, mas, considerando o montante total de US$ 30 milhões para 382 BTC, o custo unitário ficou em torno de US$ 78.500 por moeda. Esse valor está alinhado com a faixa de preço observada no mercado internacional em maio de 2026, período marcado por volatilidade moderada após o halving de 2024 (corte programado na fabricação de novas moedas, que historicamente antecede ciclos de alta).
Para o investidor brasileiro, o caso da Strive reforça um padrão: grandes gestoras e empresas continuam acumulando bitcoin em janelas de preço consideradas estratégicas, mesmo após altas expressivas. Segundo conhecimento de mercado, essa postura contrasta com a do investidor de varejo, que tende a comprar em topos e vender em fundos. A estratégia de acumulação gradual, conhecida como “dollar-cost averaging” (compra recorrente de pequenas quantias ao longo do tempo), é frequentemente recomendada por analistas para reduzir o impacto da volatilidade.
📊 Número do Dia
15.391 BTC , Total de bitcoins acumulados pela Strive, equivalente a aproximadamente US$ 1,2 bilhão e suficiente para mantê-la como nona maior tesouraria corporativa de bitcoin no mundo.
Por que isso importa
A compra da Strive reforça a tese de que grandes instituições financeiras seguem tratando o bitcoin como reserva de valor de longo prazo, mesmo em cenários de volatilidade. Para o investidor brasileiro, o movimento sinaliza que a estratégia de acumulação gradual, adotada por gestoras globais, pode ser replicada localmente por meio de ETFs de bitcoin na B3, oferecendo exposição ao ativo sem a necessidade de custódia direta. Além disso, a manutenção da nona posição no ranking global ilustra a competição crescente entre empresas por reservas de BTC, um ativo cuja oferta é matematicamente limitada a 21 milhões de unidades.












