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Fundos cripto perdem US$ 1 bilhão com tensão no Irã

Fundos cripto registram US$ 1 bi em saídas com tensão no Irã. Bitcoin e Ethereum sofrem retiradas enquanto XRP e Solana atraem capital. Entenda o impacto.
Fundos de investimento em criptomoedas registraram saídas líquidas de US$ 1 bilhão em período recente, segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 18 de maio de 2026. O movimento reflete a retirada de capital por investidores institucionais diante das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e da alta da inflação nos mercados globais.

Fundos de investimento em criptomoedas registraram saídas líquidas de US$ 1 bilhão em período recente, segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 18 de maio de 2026. O movimento reflete a retirada de capital por investidores institucionais (grandes fundos, gestoras e bancos que movimentam volumes elevados) diante das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e da alta da inflação nos mercados globais. Esse comportamento é conhecido como “risk-off” (aversão ao risco): quando o cenário internacional fica instável, investidores tendem a vender ativos mais voláteis, como criptomoedas e ações de tecnologia, e migrar para aplicações mais seguras, como títulos do governo americano.

Conforme reportou a Cointelegraph, os produtos de investimento em Bitcoin e Ethereum (os dois maiores criptoativos por valor de mercado) foram os mais afetados pelas retiradas. Esses fundos funcionam como ETFs (fundos negociados em bolsa): permitem que investidores comprem exposição a criptomoedas sem precisar abrir uma carteira digital ou lidar diretamente com a tecnologia blockchain (o sistema de registro público e descentralizado que sustenta essas moedas). Para contextualizar, no Brasil, fundos como HASH11, BITH11 e QBTC11, negociados na B3, operam de forma semelhante, permitindo que o investidor brasileiro compre Bitcoin através da bolsa de valores, como se fosse uma ação da Petrobras ou do Itaú.

Enquanto Bitcoin e Ethereum sofreram saídas, fundos de XRP e Solana (duas criptomoedas menores, mas com alta liquidez) continuaram atraindo capital fresco, segundo a mesma fonte. Esse movimento sugere que parte dos investidores institucionais está reposicionando carteiras, saindo dos ativos mais consolidados e testando alternativas com perfil de risco diferente. Historicamente, períodos de tensão geopolítica costumam provocar alta volatilidade (oscilações bruscas de preço) no mercado cripto, semelhante ao que ocorre com commodities como petróleo e ouro em momentos de crise internacional.

Para o investidor brasileiro, o episódio serve como lembrete de que criptomoedas, apesar de cada vez mais integradas ao sistema financeiro tradicional, ainda reagem fortemente a eventos globais. A saída de US$ 1 bilhão em fundos institucionais equivale a cerca de R$ 5 bilhões (considerando câmbio aproximado de R$ 5,00 por dólar), volume superior ao patrimônio líquido de muitos fundos de ações negociados na B3. Esse tipo de movimentação pode pressionar os preços no curto prazo, mas também abre janelas de compra para quem adota estratégias de longo prazo e tolera a volatilidade característica desse mercado.

📊 Número do Dia

US$ 1 bilhão , Volume de saídas líquidas registradas em fundos de investimento em criptomoedas, segundo a Cointelegraph, em meio a tensões geopolíticas envolvendo o Irã e alta da inflação global.

Por que isso importa

O episódio evidencia que, mesmo com a crescente institucionalização do mercado cripto, esses ativos permanecem sensíveis a choques geopolíticos e macroeconômicos. Para o investidor brasileiro, isso reforça a necessidade de diversificação e de compreender que criptomoedas, embora cada vez mais acessíveis via ETFs na B3, ainda carregam volatilidade elevada. A migração de capital de Bitcoin e Ethereum para XRP e Solana também sinaliza que investidores institucionais estão testando alternativas, o que pode influenciar a composição de portfólios cripto no Brasil nos próximos meses.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/crypto-funds-1b-outflows-iran-tensions-risk-off-bitcoin-ether?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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