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Universidade de Dartmouth investe US$ 14 milhões em cripto

Fundo patrimonial da Universidade de Dartmouth investe US$ 14 milhões em ETFs de Bitcoin, Ethereum e Solana, sinalizando aceitação institucional de cripto.
O fundo patrimonial da Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, divulgou em maio de 2025 investimentos em três ETFs de criptomoedas, totalizando US$ 14 milhões em exposição a ativos digitais, segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 14 de maio de 2025.

O fundo patrimonial (endowment) da Universidade de Dartmouth, uma das instituições mais tradicionais dos Estados Unidos, revelou posições em ETFs de Bitcoin, Ethereum e Solana. Conforme reportou a Cointelegraph, a universidade detém cotas do iShares Bitcoin ETF da BlackRock, do Grayscale Ethereum Staking ETF e do Bitwise Solana Staking ETF. ETFs de criptomoedas são fundos negociados em bolsa que permitem investir em ativos digitais sem precisar comprar as moedas diretamente, funcionando como uma ação comum na bolsa de valores.

A exposição total de US$ 14 milhões representa uma fração pequena do patrimônio da universidade, mas o movimento é simbólico. Fundos patrimoniais universitários americanos gerenciam bilhões de dólares e são conhecidos por estratégias conservadoras, investindo tradicionalmente em ações, títulos públicos e imóveis. A entrada em criptomoedas sinaliza que ativos digitais começam a ser vistos como classe de investimento legítima por gestores institucionais de longo prazo.

Para contextualizar, o mercado brasileiro de ETFs de criptomoedas também cresceu nos últimos anos. Na B3, fundos como HASH11 (cesta de criptomoedas), BITH11 (Bitcoin), QBTC11 (Bitcoin) e ETHE11 (Ethereum) permitem que investidores brasileiros acessem esses ativos sem abrir conta em corretoras internacionais. A diferença é que os ETFs americanos citados pela Dartmouth incluem staking, mecanismo que gera rendimento adicional ao validar transações na rede blockchain, algo ainda não disponível nos produtos brasileiros. Staking funciona como um depósito a prazo: você mantém suas moedas bloqueadas para ajudar a rede a funcionar e recebe juros em troca.

A escolha de Dartmouth por incluir Solana, uma blockchain conhecida por processar transações mais rápidas que Bitcoin e Ethereum (em termos de mercado, Solana é a quinta maior criptomoeda por valor de mercado, segundo dados públicos da CoinGecko), mostra apetite por diversificação dentro do universo cripto. Historicamente, fundos institucionais começaram apenas com Bitcoin, depois adicionaram Ethereum e agora exploram outras redes.

📊 Número do Dia

US$ 14 milhões , Exposição total do fundo patrimonial de Dartmouth em ETFs de criptomoedas, distribuída entre Bitcoin, Ethereum e Solana.

Por que isso importa

A entrada de fundos patrimoniais universitários em criptomoedas valida a tese de que ativos digitais deixaram de ser especulação de nicho e passaram a integrar portfólios de longo prazo. Para o investidor brasileiro, o movimento reforça a tendência de institucionalização do mercado cripto, que pode acelerar a oferta de produtos mais sofisticados na B3 e atrair novos gestores locais para a classe de ativos. Quando instituições conservadoras como universidades americanas alocam capital em cripto, o sinal é claro: o mercado amadureceu o suficiente para ser levado a sério por quem pensa em décadas, não em dias.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/dartmouth-endowment-crypto-investments-sec?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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