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Bitcoin recua e mercado busca suporte nos US$ 79 mil

Bitcoin busca suporte nos US$ 79 mil enquanto pressão vendedora limita recuperações. Entenda o cenário técnico e o impacto para o investidor brasileiro.
O Bitcoin está em movimento de correção e deve encontrar suporte técnico próximo aos US$ 79 mil (cerca de R$ 440 mil na cotação atual), segundo análise publicada pela Cointelegraph em 13 de maio de 2025. A expectativa é de que tentativas de recuperação enfrentem resistência de vendedores.

O Bitcoin (a maior criptomoeda do mundo em valor de mercado) está passando por um período de correção, com analistas apontando a região dos US$ 79 mil como possível ponto de suporte. Suporte, em linguagem de mercado, é como um piso psicológico: o nível de preço onde historicamente aparecem compradores dispostos a segurar a queda. Segundo análise técnica publicada pela Cointelegraph em 13 de maio de 2025, esse patamar representa uma zona onde o ativo pode estabilizar antes de definir sua próxima direção.

A análise destaca, porém, que o cenário de curto prazo não favorece altas sustentadas. Cada tentativa de recuperação do preço deve enfrentar forte pressão vendedora, o que significa que investidores estão aproveitando altas momentâneas para realizar lucros ou reduzir posições. Esse comportamento é comum em períodos de incerteza, quando o mercado aguarda sinais mais claros de direção. Para contextualizar: em termos de volatilidade, o Bitcoin costuma oscilar entre 5% e 10% em períodos de 24 horas durante correções, movimento bem mais acentuado do que o observado em ações de grandes empresas na B3, que raramente variam mais de 3% num único pregão.

A análise da Cointelegraph abrange também outras criptomoedas de grande capitalização, como Ethereum (ETH), Binance Coin (BNB), Ripple (XRP), Solana (SOL), Dogecoin (DOGE), Hyperliquid (HYPE), Cardano (ADA), Zcash (ZEC) e Bitcoin Cash (BCH). O movimento de correção não é isolado ao Bitcoin: reflete um padrão mais amplo de realização de lucros após períodos de alta no mercado cripto. Esse tipo de comportamento coletivo costuma ocorrer quando investidores institucionais e de varejo ajustam suas carteiras diante de mudanças macroeconômicas ou regulatórias.

Para o investidor brasileiro, esse cenário reforça a importância de acompanhar não apenas o preço em dólar, mas também a variação cambial. Com o real oscilando em torno de R$ 5,50 por dólar (conforme dados públicos do Banco Central), uma queda de 5% no Bitcoin em dólar pode representar impacto diferente na carteira em reais, dependendo do movimento simultâneo do câmbio. Investidores que acessam o Bitcoin via ETFs na B3, como HASH11 ou QBTC11, também devem considerar que esses fundos refletem a cotação internacional com um pequeno atraso e custos de administração.

📊 Número do Dia

US$ 79 mil , Nível de suporte técnico esperado para o Bitcoin, equivalente a cerca de R$ 440 mil na cotação atual do dólar.

Por que isso importa

Períodos de correção são parte natural do ciclo de mercado cripto, mas exigem atenção redobrada do investidor. Entender onde estão os níveis de suporte ajuda a tomar decisões mais informadas sobre entrada, saída ou manutenção de posições. Para quem investe via ETFs na B3 ou mantém Bitcoin diretamente, acompanhar esses movimentos técnicos pode fazer diferença na gestão de risco, especialmente em um ativo conhecido por sua alta volatilidade (oscilações bruscas de preço em curtos períodos).


Fonte original: https://cointelegraph.com/markets/price-predictions-513-btc-eth-bnb-xrp-sol-doge-hype-ada-zec-bch?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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