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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Bilionário mexicano adota stablecoins para pagamentos internacionais

O Grupo Salinas, conglomerado mexicano controlado pelo bilionário Ricardo Salinas Pliego, anunciou em 13 de maio de 2025 uma parceria com a Anchorage Digital para integrar stablecoins (moedas digitais atreladas ao dólar) em seus fluxos de pagamentos internacionais, segundo reportou o site The Block.

Empresário de terno bege em reunião virtual por laptop com três participantes na tela, documentos sobre mesa negócios
Reunião virtual de negócios reflete transformação digital nas transações financeiras corporativas.

O Grupo Salinas vai integrar a infraestrutura de stablecoins da Anchorage Digital em suas operações de pagamentos entre países, conforme anunciado em 13 de maio de 2025. A Anchorage Digital é uma plataforma regulada nos Estados Unidos que oferece custódia e serviços financeiros para criptomoedas. O Grupo Salinas, por sua vez, é um dos maiores conglomerados da América Latina, com atuação em varejo, telecomunicações e serviços financeiros, controlado pelo empresário Ricardo Salinas Pliego, um dos homens mais ricos do México e defensor público do Bitcoin.

Stablecoins são criptomoedas cujo valor é atrelado a uma moeda tradicional, geralmente o dólar, funcionando como um real digital que vale sempre o mesmo, mesmo quando o resto do mercado balança. Elas são usadas principalmente para facilitar transferências internacionais de dinheiro, que costumam ser lentas e caras quando feitas por bancos tradicionais. Para contextualizar: uma remessa bancária entre México e Estados Unidos pode levar dias e custar entre 3% e 7% do valor enviado, enquanto transferências com stablecoins podem ser concluídas em minutos e custar frações de 1%.

A parceria reflete uma tendência crescente na América Latina: grandes empresas estão adotando stablecoins para reduzir custos e acelerar pagamentos internacionais, especialmente em regiões onde o sistema bancário tradicional é caro ou ineficiente. Segundo dados públicos do mercado, o volume de transações com stablecoins na América Latina cresceu mais de 40% em 2024 (em janela de 12 meses até dezembro de 2024), impulsionado por países como Brasil, México e Argentina, onde a volatilidade cambial e as taxas bancárias elevadas tornam as soluções cripto mais atrativas.

Para o investidor brasileiro, o movimento é relevante porque sinaliza que grandes conglomerados latino-americanos estão validando o uso de criptomoedas em operações reais de negócios, não apenas como investimento especulativo. No Brasil, empresas como Mercado Livre e Nubank já oferecem serviços relacionados a criptomoedas, mas a integração de stablecoins em fluxos de pagamento corporativo ainda é incipiente. A regulação brasileira, conduzida pelo Banco Central, avança com o desenvolvimento do Drex (o real digital), mas ainda não há clareza sobre como stablecoins privadas, como as da Anchorage, serão tratadas no país.

📊 Número do Dia

40% , Foi o crescimento do volume de transações com stablecoins na América Latina em 2024 (em janela de 12 meses até dezembro de 2024), segundo dados públicos do mercado, refletindo a adoção crescente dessas moedas digitais para pagamentos internacionais em países com sistemas bancários caros ou ineficientes.

Por que isso importa

A parceria entre Grupo Salinas e Anchorage Digital mostra que stablecoins estão deixando de ser uma promessa teórica e se tornando ferramenta concreta para empresas reduzirem custos em pagamentos internacionais. Para o Brasil, isso reforça a pressão sobre bancos tradicionais e sobre o Banco Central para acelerar a regulação de criptomoedas e a implementação do Drex, sob risco de perder competitividade para soluções privadas já operacionais em países vizinhos.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/401066/anchorage-grupo-salinas-partnership?utm_source=rss&utm_medium=rss