Pular para o conteúdo
segunda-feira, 21 de setembro de 2026 Brasil

Economia com profundidade. Decisões com confiança.

Mercados
Carregando cotações...
DÓLAR --
BRT 

Itaú aluga duas torres e aposta na volta ao escritório

O Itaú Unibanco fechou contrato para alugar duas torres inteiras de escritórios em São Paulo, construídas pela incorporadora EZTEC, em um acordo avaliado em cerca de US$ 228 milhões ao longo de dez anos, segundo reportagem do Rio Times.

Itaú fecha maior locação corporativa do Brasil, US$ 228 milhões em dez anos, para reunir 10 mil funcionários em duas torres da EZTEC em São Paulo.

O valor do contrato chama atenção não só pelo tamanho, mas pelo que revela sobre a estratégia do maior banco privado do país: concentrar milhares de funcionários em um único endereço, em vez de manter equipes espalhadas por prédios menores.

Segundo reportagem do Rio Times, o acordo é apontado como a maior locação corporativa já registrada no Brasil. As duas torres, desenvolvidas pela EZTEC, terão capacidade para abrigar até 10 mil trabalhadores do Itaú.

O que o contrato representa

Um contrato de locação de dez anos é diferente de uma compra de imóvel: o banco não passa a ser dono das torres, mas garante o uso do espaço por um período longo, o que costuma vir acompanhado de condições comerciais mais vantajosas do que aluguéis de curto prazo. Para a EZTEC, a operação assegura uma receita previsível por uma década, algo valioso em um mercado imobiliário corporativo que nem sempre tem ocupação garantida logo após a entrega de um empreendimento.

A escala do acordo também é um indicador do apetite por grandes lajes corporativas em São Paulo, cidade que concentra a maior parte do mercado de escritórios de alto padrão do país. Quando um banco do porte do Itaú decide comprometer capital de longo prazo em imóveis físicos, isso sinaliza uma leitura de que a demanda por espaço corporativo premium segue firme, mesmo anos após a pandemia ter espalhado dúvidas sobre o futuro dos escritórios.

Volta ao presencial em grande escala

A reportagem associa a locação ao movimento do banco de trazer funcionários de volta ao trabalho presencial. Reunir até 10 mil pessoas em duas torres é uma decisão logística e cultural, não apenas imobiliária: implica reorganizar equipes, rever políticas de home office e adaptar a infraestrutura interna para um volume de gente muito maior do que a de escritórios menores e descentralizados.

Para os cerca de 10 mil funcionários que poderão ocupar o espaço, o impacto é direto na rotina: presença física mais frequente, deslocamento até a nova localização e mudança no ambiente de trabalho. Para a EZTEC, o contrato reduz o risco de vacância em dois empreendimentos de grande porte. Falta saber, a partir de informações ainda não detalhadas pela reportagem, o cronograma exato de mudança das equipes e se o modelo será replicado por outros bancos e empresas de grande porte na cidade.

📊 Número do Dia

US$ 228 milhões , Valor total estimado do contrato de locação das duas torres pelo Itaú ao longo de dez anos, segundo o Rio Times

Por que isso importa

A operação afeta diretamente os cerca de 10 mil funcionários do Itaú que podem ser realocados para as novas torres, além de sinalizar ao mercado imobiliário paulistano que grandes ocupantes corporativos ainda apostam em espaços físicos de grande escala. Para a EZTEC, o contrato de dez anos garante receita previsível, reduzindo o risco de vacância em dois empreendimentos de grande porte.


Fonte original: https://www.riotimesonline.com/itau-eztec-office-towers-sao-paulo-lease-2026/