Pular para o conteúdo
quinta-feira, 20 de agosto de 2026 Brasil

Economia com profundidade. Decisões com confiança.

Mercados
Carregando cotações...
DÓLAR --
BRT 

Citi vai oferecer custódia de Bitcoin para clientes institucionais

O Citigroup, um dos maiores bancos dos Estados Unidos, anunciou planos para lançar um serviço de custódia de Bitcoin voltado a clientes institucionais ainda em 2026, segundo reportagem da CoinDesk publicada em 18 de agosto. O serviço será oferecido através da nova plataforma Custody+, que permitirá a grandes investidores manter Bitcoin junto com ativos tradicionais como ações e títulos.

Citigroup anuncia custódia de Bitcoin para clientes institucionais em 2026. Entenda o impacto para o mercado brasileiro e a pressão sobre bancos locais.

O Citigroup planeja lançar ainda em 2026 um serviço de custódia de Bitcoin para clientes institucionais, segundo a CoinDesk. Custódia, neste contexto, significa a guarda segura de ativos digitais (como se fosse um cofre bancário, mas para criptomoedas). O banco de Wall Street pretende integrar o Bitcoin à sua nova plataforma Custody+, permitindo que fundos de investimento, empresas e outros grandes investidores mantenham Bitcoin ao lado de ações, títulos e outros ativos tradicionais em uma única conta.

A iniciativa marca um passo importante na aproximação entre o sistema financeiro tradicional e o mercado de criptomoedas. Até poucos anos atrás, grandes bancos como o Citi evitavam oferecer serviços relacionados a Bitcoin, citando riscos regulatórios e de reputação. Agora, com a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos em janeiro de 2024 (fundos negociados em bolsa que permitem investir em Bitcoin sem comprar a moeda diretamente) e a crescente demanda institucional, a postura mudou. Para contextualizar, o movimento do Citi segue tendência de outros grandes bancos americanos, como BNY Mellon e State Street, que já oferecem custódia de ativos digitais.

Segundo a reportagem da CoinDesk, a plataforma Custody+ foi desenhada para atender especificamente clientes institucionais, ou seja, grandes investidores como fundos de pensão, gestoras de recursos e empresas. A integração de Bitcoin a uma plataforma que já cuida de ativos tradicionais facilita a vida desses investidores, que não precisarão contratar um custodiante separado para suas posições em criptomoedas. Em termos práticos, é como se o banco oferecesse um único extrato para ações da Apple, títulos do Tesouro americano e Bitcoin, tudo no mesmo lugar.

Para o investidor brasileiro, a notícia tem relevância indireta mas importante. Embora o Citi não tenha operações de varejo no Brasil desde 2017, o movimento de grandes bancos globais em direção à custódia de Bitcoin pressiona bancos locais e a B3 a avançarem em serviços semelhantes. A título de comparação, no Brasil já existem ETFs de criptomoedas negociados na B3, como HASH11 (cesta de criptomoedas), BITH11 (Bitcoin) e QBTC11 (Bitcoin), mas a oferta de custódia institucional por grandes bancos ainda é limitada. Segundo conhecimento de mercado, instituições brasileiras como Itaú e BTG Pactual têm explorado serviços de custódia cripto, mas ainda de forma restrita.

A reportagem da CoinDesk não detalha a janela temporal exata do lançamento além de “ainda em 2026”, nem especifica se o serviço será restrito aos Estados Unidos ou se incluirá clientes de outras geografias. Também não foram divulgados valores mínimos de investimento ou taxas de custódia. O que fica claro é que a entrada de um banco do porte do Citi no mercado de custódia de Bitcoin sinaliza maturidade crescente do setor e redução da percepção de risco por parte das instituições financeiras tradicionais.

📊 Número do Dia

2026 , Ano previsto para o lançamento do serviço de custódia de Bitcoin pelo Citigroup, marcando a entrada de mais um grande banco de Wall Street no mercado de ativos digitais.

Por que isso importa

A entrada do Citigroup no mercado de custódia de Bitcoin reforça a legitimação das criptomoedas como classe de ativos para investidores institucionais. Para o Brasil, o movimento acelera a pressão sobre bancos locais e a B3 para ampliarem serviços de custódia e negociação de ativos digitais, beneficiando investidores que buscam exposição a Bitcoin com a segurança e a conveniência de instituições reguladas. Historicamente, quando grandes bancos globais adotam um ativo, a demanda institucional cresce e a volatilidade tende a diminuir no médio prazo.


Fonte original: https://www.coindesk.com/markets/2026/08/18/citi-plans-to-launch-bitcoin-custody-for-institutional-clients-later-this-year