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quinta-feira, 20 de agosto de 2026 Brasil

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Rio busca renegociar R$ 26 bilhões com bancos federais

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quarta-feira (19) que vai mediar as negociações entre o governo do Rio de Janeiro e bancos federais para reestruturar R$ 26 bilhões em dívidas estaduais.

Rio de Janeiro busca renegociar R$ 26 bilhões em dívidas com BNDES e Banco do Brasil. Ministro da Fazenda promete mediar negociação para reduzir juros.

O Rio de Janeiro quer trocar dívidas antigas e caras por empréstimos mais baratos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ao Banco do Brasil. A operação, que depende da aprovação das instituições financeiras, funcionaria como um refinanciamento: o estado pegaria novos empréstimos com juros menores para pagar os antigos, reduzindo o custo total da dívida — algo parecido com quem troca um cheque especial caro por um empréstimo consignado mais barato.

Segundo o governador interino Ricardo Couto, o estado acumula cerca de R$ 26 bilhões em débitos com bancos, conforme informou a Agência Brasil. Como essas dívidas já têm garantia da União (ou seja, se o Rio não pagar, o governo federal cobre), a operação poderia ser feita sem exigir uma nova garantia do Tesouro Nacional. Isso facilita a negociação, mas não a torna automática: BNDES e Banco do Brasil precisam avaliar se a troca faz sentido financeiro.

O peso da dívida fluminense

O Rio de Janeiro é um dos estados mais endividados do Brasil. Além dos R$ 26 bilhões com bancos, o estado deve R$ 168,5 bilhões à União — valor que já foi de R$ 210 bilhões antes da adesão ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), um mecanismo federal que permite refinanciar dívidas por até 30 anos com juros menores, desde que o estado cumpra metas fiscais. Desde 2016, a União já pagou aproximadamente R$ 47 bilhões em dívidas que o Rio não conseguiu quitar, segundo dados do governo federal.

A título de comparação, o endividamento do Rio é proporcionalmente maior que o de estados como São Paulo e Minas Gerais em relação à sua capacidade de arrecadação. Enquanto São Paulo tem uma dívida equivalente a cerca de 1,5 vez sua receita anual, o Rio ultrapassa 2 vezes, segundo dados públicos da Secretaria do Tesouro Nacional.

O que muda com a renegociação

Se aprovada, a operação permitiria ao estado reduzir o valor pago em juros mensalmente, liberando recursos para investimentos em áreas como saúde, educação e segurança. O governador Couto afirmou que pretende entregar o estado ao próximo governo com as contas equilibradas e resultado fiscal positivo — ou seja, arrecadando mais do que gasta, sem contar o pagamento de juros da dívida.

Para participar do Propag, o Rio comprometeu-se a reduzir em 20% o total da dívida com a União e a aplicar 1% do saldo devedor em áreas prioritárias. Parte dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) que seriam destinados ao estado ficará com o governo federal até 2048 como contrapartida.

📊 Número do Dia

R$ 26 bilhões — Total da dívida do Rio de Janeiro com bancos federais que o estado quer renegociar para reduzir juros

Por que isso importa

Para o cidadão fluminense, a renegociação pode significar mais dinheiro disponível para serviços públicos, já que o estado gastaria menos com juros. Para investidores, a operação sinaliza esforço de ajuste fiscal, mas também expõe a fragilidade das contas estaduais. Para empresas que dependem de contratos com o governo do Rio, contas mais equilibradas reduzem o risco de atrasos em pagamentos.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/durigan-pretende-mediar-negociacao-do-rio-com-bndes-e-banco-do-brasil