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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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FGTS vira garantia em empréstimo consignado para CLT

O governo federal alterou as regras do crédito consignado CLT para permitir que trabalhadores com carteira assinada usem o saldo do FGTS como garantia de empréstimos, mas apenas em operações com juros limitados a 1,99% ao mês.

Governo permite uso do FGTS como garantia em consignado CLT com juros limitados a 1,99% ao mês. Entenda o que muda para o trabalhador brasileiro.

O governo federal criou uma nova modalidade de crédito consignado que permite ao trabalhador com carteira assinada usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia. O FGTS é uma poupança obrigatória em que o empregador deposita 8% do salário do funcionário todo mês — funciona como uma reserva financeira que o trabalhador pode sacar em situações específicas, como demissão sem justa causa ou compra da casa própria. Agora, esse saldo pode servir de garantia para conseguir empréstimos com juros mais baixos.

A mudança vale apenas para empréstimos com taxa de juros limitada a 1,99% ao mês, ou cerca de 26,5% ao ano. Para comparação, o consignado tradicional — aquele em que o desconto da parcela sai direto do salário — cobra em média 1,7% ao mês, segundo dados do Banco Central. Já o rotativo do cartão de crédito pode ultrapassar 15% ao mês. A lógica é simples: quanto maior a garantia oferecida ao banco, menor o risco de calote e, portanto, menores os juros cobrados do tomador.

O consignado CLT já movimentava R$ 117 bilhões em um ano, conforme reportado pela Folha de S.Paulo. A inclusão do FGTS como garantia pode ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que têm saldo acumulado no fundo, mas cujo salário não comporta descontos mensais elevados. É como usar o dinheiro guardado no cofre para conseguir um empréstimo mais barato, sem precisar sacá-lo de imediato.

A título de comparação, nos Estados Unidos, trabalhadores podem usar contas de aposentadoria (401k) como garantia em empréstimos pessoais, mas com regras rígidas para evitar o comprometimento da poupança de longo prazo. No Brasil, o FGTS já é usado como garantia em financiamentos imobiliários, mas esta é a primeira vez que entra no consignado para trabalhadores CLT.

Número do Dia

1,99% ao mês é o teto de juros para empréstimos consignados CLT com garantia do FGTS — taxa que equivale a cerca de 26,5% ao ano, abaixo da média do crédito pessoal no Brasil.

Por Que Isso Importa

Para o trabalhador, a medida pode significar acesso a crédito mais barato em momentos de aperto financeiro, sem comprometer todo o salário. Para os bancos, a garantia do FGTS reduz o risco de inadimplência, o que pode estimular a oferta de crédito. Mas é preciso cautela: usar a poupança de longo prazo como garantia pode deixar o trabalhador desprotegido em caso de demissão ou emergência. A regra tenta equilibrar acesso ao crédito com proteção social — um desafio clássico da política econômica brasileira.

📊 Número do Dia

1,99% ao mês — Teto de juros para consignado CLT com garantia do FGTS, equivalente a cerca de 26,5% ao ano

Por que isso importa

Para o trabalhador, a medida pode significar acesso a crédito mais barato em momentos de aperto financeiro, sem comprometer todo o salário. Para os bancos, a garantia do FGTS reduz o risco de inadimplência, o que pode estimular a oferta de crédito. Mas é preciso cautela: usar a poupança de longo prazo como garantia pode deixar o trabalhador desprotegido em caso de demissão ou emergência.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/fgts-pode-ser-usado-como-garantia-no-consignado-clt-veja-o-que-muda-e-quem-pode-contratar.shtml