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Kraken avança nos Emirados Árabes com aval regulatório de Dubai

Kraken recebe aprovação preliminar de Dubai para operar nos Emirados com dirham, margem e balcão institucional. Entenda o impacto para o mercado cripto.
A Kraken, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, obteve aprovação preliminar da autoridade reguladora de Dubai (VARA) para operar nos Emirados Árabes Unidos. Segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 21 de maio de 2026, a licença foi concedida à Payward, empresa-mãe da Kraken, e abre caminho para uma operação completa na região do Golfo.

A Kraken está a um passo de lançar operações completas nos Emirados Árabes Unidos após receber aprovação preliminar da VARA (Virtual Assets Regulatory Authority), o órgão regulador de ativos digitais de Dubai. Conforme reportou a Cointelegraph, a licença foi concedida à Payward, empresa controladora da exchange, e permitirá que a plataforma ofereça negociação em dirham dos Emirados (a moeda local), operações de margem (quando o investidor toma emprestado para ampliar suas posições) e serviços de balcão (OTC, sigla em inglês para negociações diretas entre grandes investidores, sem passar pelo livro de ofertas público da exchange).

A aprovação também inclui acesso institucional via Kraken Prime, a divisão da empresa voltada para grandes investidores, fundos e empresas. Para contextualizar, a VARA foi criada em 2022 como parte da estratégia de Dubai para se tornar um polo global de ativos digitais, exigindo que exchanges obtenham licenças específicas antes de operar na região. A título de comparação com o Brasil, seria como se a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) criasse uma divisão exclusiva para regular exchanges de criptomoedas, algo que ainda não existe por aqui de forma tão estruturada.

Para o investidor brasileiro, o movimento da Kraken nos Emirados sinaliza a crescente institucionalização do mercado cripto global. Exchanges que operam sob regulação rigorosa tendem a atrair mais capital institucional (fundos de pensão, gestoras de recursos, family offices) e a oferecer maior proteção ao cliente. Historicamente, a presença de grandes exchanges em jurisdições reguladas também pressiona outros mercados, incluindo o brasileiro, a aprimorarem suas próprias regras. A Kraken já opera no Brasil desde 2021, mas ainda não oferece negociação em reais, apenas depósitos via Pix convertidos em stablecoins (criptomoedas atreladas ao dólar, que funcionam como um dólar digital estável mesmo quando o resto do mercado balança).

A expansão para os Emirados ocorre em um momento em que o Oriente Médio compete com a Europa e a Ásia para atrair empresas de cripto. Segundo dados públicos de mercado, Dubai já licenciou mais de 30 empresas de ativos digitais desde 2022, incluindo Binance, Crypto.com e OKX. A região oferece isenção de impostos corporativos e um ambiente regulatório considerado mais claro que o dos Estados Unidos, onde a Kraken enfrenta processos da SEC (a CVM americana) por suposta oferta irregular de produtos financeiros.

📊 Número do Dia

30+ , empresas de ativos digitais já licenciadas por Dubai desde 2022, incluindo Binance, Crypto.com e OKX, conforme dados públicos de mercado

Por que isso importa

A aprovação da Kraken em Dubai reforça a tendência de migração de exchanges para jurisdições com regras claras, pressionando mercados como o brasileiro a definirem marcos regulatórios mais robustos. Para o investidor local, a institucionalização global do setor cripto pode significar mais segurança, transparência e, eventualmente, produtos financeiros mais sofisticados disponíveis também por aqui. A competição entre regiões por empresas de cripto também acelera a adoção de padrões internacionais de compliance, o que beneficia o ecossistema como um todo.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/kraken-uae-vara-approval-ahead-of-full-region-launch?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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