Pular para o conteúdo
segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

Economia com profundidade. Decisões com confiança.

Mercados
Carregando cotações...
DÓLAR --
BRT 

O que é Dólar Comercial e Como Funciona o Câmbio no Brasil

Entenda o que determina a cotação da moeda e como o Banco Central atua no mercado cambial brasileiro.

Placa de casa de câmbio com cotação do dólar comercial no Brasil em uma rua movimentada
Cotação do dólar comercial exibida em casa de câmbio no Brasil — referência central para importações, investimentos e dinâmica econômica do país.

O dólar comercial é, portanto, o preço oficial do dólar usado por empresas e bancos no Brasil. Quando o jornal diz “dólar fechou a R$ 5,25”, ou seja, está falando dessa cotação — a mesma que vale para importações, exportações e grandes investimentos.

O que é o dólar comercial

Existem três tipos de dólar no Brasil. Dessa forma, temos o comercial (para empresas), o turismo (para viagens) e o paralelo (ilegal). Contudo, o comercial é o mais importante: assim, movimenta bilhões de reais por dia e serve de referência para toda a economia.

Gráfico de linha mostrando evolução mensal das cotações do dólar comercial e turismo no Brasil em 2024
O dólar turismo é sempre mais caro que o comercial, refletindo custos operacionais das casas de câmbio.

📊 Número do Dia — US$ 350 bilhões: dinheiro que o Brasil guarda como reserva para proteger nossa moeda

Como funciona a determinação do câmbio

Desde 1999, o Brasil deixa o mercado definir o preço do dólar livremente — como numa feira, onde oferta e procura determinam o valor. Por conseguinte, nenhum órgão do governo escolhe o preço.

Quem oferece dólares? Principalmente exportadores que vendem soja, minério e outros produtos lá fora. Além disso, eles precisam trocar os dólares por reais para pagar funcionários e custos no Brasil.

Quem quer comprar dólares? Sobretudo importadores (para comprar produtos de fora), investidores (para mandar dinheiro para outros países) e brasileiros que vão viajar.

O papel do Banco Central

O Banco Central não escolhe o preço do dólar, no entanto, intervém quando a moeda oscila muito rápido — visto que isso pode quebrar empresas e bagunçar a economia. Dessa forma, as principais ferramentas são:

Leilões de swaps cambiais: uma espécie de seguro que o governo oferece contra variações bruscas do dólar. Assim, protege empresas de prejuízos quando a moeda dispara ou despenca.

Venda direta de dólares: o governo usa suas reservas de US$ 350 bilhões para vender dólares no mercado. De fato, é como jogar mais produtos numa feira para baixar o preço.

Fatores que influenciam a alta do dólar

Vários fatores fazem o dólar subir no Brasil:

Instabilidade mundial: quando o mundo fica instável, por exemplo, investidores correm para o dólar americano — como pessoas correndo para um abrigo na tempestade. Por isso, resultado: dólar em alta no mundo todo.

Problemas nas contas do governo: quando o governo gasta mais do que arrecada por muito tempo, por outro lado, investidores ficam desconfiados. Em seguida, alguns tiram dinheiro do Brasil, aumentando a procura por dólares.

Preço das commodities: quando soja, minério e petróleo ficam baratos, portanto, o Brasil recebe menos dólares. Dessa forma, menos oferta = dólar mais caro.

Fuga de capitais: quando sai mais dinheiro estrangeiro do que entra no Brasil, por conseguinte, aumenta a corrida pelo dólar.

Por que isso importa

O dólar é, assim, o preço que afeta todo mundo no Brasil, ricos e pobres. Da mesma forma, mexe no seu bolso: do preço da gasolina ao custo do celular importado.

Dólar alto encarece combustíveis, eletrônicos, trigo (que vira pão) e remédios importados. Além disso, isso pressiona a inflação e torna a dívida do governo mais cara. Por outro lado, para quem exporta ou trabalha com turismo, é uma oportunidade de ganhar mais. Em contrapartida, para o consumidor comum, geralmente significa apertar mais o cinto.