A moeda norte-americana vinha em declínio consistente ao longo de 2025, apresentando assim desvalorização superior a 10% no acumulado do ano. Esse movimento, por sua vez, refletia uma combinação de fatores globais, incluindo expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e busca por ativos de maior risco em economias emergentes. No entanto, a eclosão de conflito militar no Oriente Médio na primeira semana de março reverteu essa tendência, com o dólar registrando alta de 2% no período, conforme reportado pela CNN Brasil.
Analistas ouvidos pelo veículo reafirmam que, apesar da desvalorização recente, o dólar mantém sua característica histórica de ativo de proteção em momentos de turbulência geopolítica. A título de comparação, durante a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, o índice DXY (que mede o dólar contra uma cesta de moedas) subiu cerca de 8% nos três meses seguintes ao início do conflito, evidenciando assim o padrão de fuga para segurança.
Para o Brasil, portanto, a valorização do dólar em contextos de crise internacional tende a pressionar a inflação de produtos importados e commodities cotadas na moeda americana. O movimento, além disso, afeta a dinâmica de entrada e saída de capitais estrangeiros, especialmente em fundos de renda variável e títulos públicos. Por conseguinte, a volatilidade cambial adiciona incerteza ao planejamento de empresas com dívidas em moeda estrangeira ou dependentes de insumos importados.
📊 Número do Dia
2% — Alta do dólar na primeira semana de guerra no Oriente Médio, revertendo assim queda de 10% em 2025
Por que isso importa
A valorização do dólar em momentos de crise, de fato, reforça o desafio para o Banco Central brasileiro na gestão da inflação e dos juros. Para empresas com passivos em dólar, por exemplo, o movimento eleva custos financeiros. Para o cidadão, da mesma forma, a alta da moeda americana pressiona preços de combustíveis, alimentos importados e eletrônicos, podendo comprometer o poder de compra em um momento em que a inflação já exige atenção das autoridades monetárias.
Fonte original: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/mercado/dolar-ainda-e-ativo-de-protecao-apesar-da-desvalorizacao-dizem-analistas/


