A questão econômica levantada por Motta é a diferença entre administrar disputas e ajudar a evitar que elas surjam. O número de ações e a proporção de vitórias mostram parte do trabalho jurídico. Mas não revelam, sozinhos, se decisões sobre produtos, atendimento e comunicação estão criando conflitos que poderiam ser prevenidos.
Segundo a coluna publicada pela Jovem Pan, a programação da Fenalaw antecipa cobranças que devem chegar aos diretores jurídicos em 2027. Trata-se de uma avaliação do autor sobre a agenda empresarial, não de um resultado já medido nas empresas.
O processo como sinal de falha recorrente
O mecanismo mais relevante está nas carteiras com muitas ações semelhantes, chamadas de contencioso de massa. Motta usa como exemplo uma alteração no prazo de cancelamento comunicada apenas pelo aplicativo: se a informação não alcançar adequadamente os clientes, a mesma causa pode reaparecer em diversas disputas. O exemplo ilustra um risco, não comprova um episódio específico.
Organizar essas informações permite procurar padrões. Se reclamações recorrentes apontarem para uma falha no atendimento ou na comunicação, o jurídico pode levar o diagnóstico à área responsável antes que o problema se repita. A economia potencial não está apenas em defender cada ação com menos recursos, mas em reduzir a origem das disputas.
Prevenção também precisa justificar o custo
Evitar processos pode gerar valor, mas exige recursos. Coletar dados, analisá-los e transformar o diagnóstico em mudanças consome tempo e orçamento. Para justificar esse esforço, a empresa precisa relacionar o gasto ao problema identificado, em vez de tratar qualquer investimento em tecnologia como economia garantida.
A feira terá mais de 140 marcas, conforme anúncio da organização citado na coluna. Essa variedade abre espaço para comparar ferramentas, mas uma demonstração não prova retorno financeiro. Para o comprador, importa saber se a solução permite identificar causas recorrentes e entregar informação útil a quem pode corrigi-las.
O orçamento jurídico ganha uma justificativa mais sólida quando conecta defesa e prevenção. Se os dados dos processos chegarem às decisões que originam conflitos, a área poderá contribuir para reduzir custos futuros. Se ficarem restritos a relatórios internos, a empresa continuará medindo o trabalho depois que a disputa já começou.
📊 Número do Dia
Mais de 140 marcas : Anunciadas pela organização para a Fenalaw de 27 a 29 de outubro de 2026, segundo a coluna da Jovem Pan.
Por que isso importa
Dados de processos podem ajudar empresas a corrigir causas recorrentes de conflitos. O benefício econômico depende de transformar essa informação em decisões e de justificar os recursos empregados na prevenção.
Fonte original: https://jovempan.com.br/colunistas/ricardo-motta/mercado-juridico-a-fenalaw-antecipa-o-que-o-diretor-juridico-tera-de-responderem-2027/
