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terça-feira, 27 de outubro de 2026 Brasil

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Dólar cai e bolsa sobe na reta final eleitoral

O dólar recuava 0,41%, a R$ 5,053, por volta das 10h35 desta segunda-feira, 19 de outubro, enquanto o Ibovespa avançava 0,85% às 10h40. Segundo a Revista Oeste, os movimentos ocorriam em meio à repercussão do debate entre Flávio Bolsonaro e Lula e de pesquisas eleitorais, antes do segundo turno de 25 de outubro.

Dólar recua e Ibovespa avança na reta final eleitoral. Expectativas de ajuste fiscal ajudam a explicar apostas, mas não equivalem a resultados econômicos.

A valorização dos ativos brasileiros já aparecia no fechamento anterior. Até sexta-feira, 16, o dólar acumulava queda de 1,96% em outubro e de 7,58% em 2026. O Ibovespa, principal indicador das ações negociadas na bolsa brasileira, somava ganhos de 10,24% no mês e de 27,5% no ano. As cotações de segunda-feira eram parciais, não resultados de encerramento.

A expectativa fiscal entra no preço

A Revista Oeste associa o ambiente de mercado à expectativa de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro produza mudanças econômicas a partir de janeiro de 2027. A reportagem menciona redução de despesas públicas, diminuição da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produção da economia, e reformas administrativa e previdenciária. Trata-se de uma expectativa relatada pelo veículo, não de medidas aprovadas ou executadas.

O mecanismo econômico começa antes da execução. Ao comprar ações ou negociar moedas, investidores consideram o retorno que esperam obter e os riscos que aceitam correr. Se acreditarem que um futuro governo conseguirá tornar as contas públicas mais sustentáveis, podem aceitar uma remuneração menor pelo risco de manter recursos no país. Essa disposição pode favorecer as ações e o real.

A coincidência entre debate, pesquisas e cotações não demonstra, porém, quanto cada informação contribuiu para o movimento. Tampouco uma alta da bolsa comprova apoio uniforme dos investidores a um candidato ou a todas as suas propostas.

Do preço dos ativos à economia

Para empresas que importam insumos ou têm compromissos em dólares, uma moeda americana mais barata pode aliviar custos em reais, se a queda persistir. Para exportadores que recebem em dólares, pode reduzir a receita convertida para a moeda brasileira. O efeito depende dos contratos e das condições de cada negócio.

A sustentação de uma melhora baseada na expectativa fiscal exige mais que o resultado das urnas: depende de medidas viáveis e de seus efeitos sobre despesas e dívida. Se a execução frustrar o cenário incorporado aos preços, o movimento pode se inverter. A valorização dos ativos antecipa possibilidades; o benefício econômico duradouro depende de resultados.

📊 Número do Dia

R$ 5,053 : Cotação do dólar por volta das 10h35, no horário de Brasília, em 19 de outubro de 2026, com queda de 0,41% na sessão, segundo a Revista Oeste.

Por que isso importa

Expectativas sobre as contas públicas podem alterar o valor das ações e do real antes de qualquer medida concreta. Para empresas, os efeitos cambiais dependem da persistência do movimento e da exposição de cada negócio ao dólar.


Fonte original: https://revistaoeste.com/economia/na-semana-decisiva-da-eleicao-dolar-recua-e-bolsa-sobe-com-debate-flavio-x-lula/