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domingo, 18 de outubro de 2026 Brasil

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Finep amplia subvenção para dividir risco da inovação

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou na sexta-feira (16) uma complementação de R$ 150 milhões para a segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica. Segundo a Agência Brasil, o edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) passará de R$ 300 milhões para R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis.

Finep terá R$ 450 milhões em apoio não reembolsável à inovação em três regiões. Entenda como a subvenção divide riscos e pode ampliar o investimento.

A chamada atende empresas de todos os portes que atuam no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A previsão é apoiar 114 projetos inovadores com risco tecnológico, voltados ao desenvolvimento regional e com relevância social. O valor anunciado representa uma ampliação do orçamento previsto, não uma comprovação de que os recursos já chegaram às empresas.

O Estado assume parte do risco tecnológico

O mecanismo escolhido é a subvenção econômica: apoio financeiro que não exige o reembolso dos recursos, diferentemente de um empréstimo. Isso reduz a parcela do custo de desenvolvimento que precisa ser sustentada pela empresa e pode tornar viável uma pesquisa cujo resultado técnico ainda é incerto.

O risco tecnológico importa porque investir em inovação não garante obter uma solução que funcione ou possa ser produzida comercialmente. Se essa incerteza impedir o financiamento de projetos com potencial econômico e social, compartilhar o custo pode permitir que avancem. Essa é a justificativa apresentada pelo presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, ao defender a participação do Estado no risco do desenvolvimento tecnológico.

Pequenas empresas predominam na seleção inicial

Segundo a Agência Brasil, 75% dos projetos aprovados inicialmente são de microempresas e empresas de pequeno porte. Essa participação se refere à quantidade de projetos, não à fatia dos recursos destinada a esses negócios. Para empresas com menor capacidade de absorver perdas, a subvenção pode dar espaço para desenvolver uma tecnologia sem assumir uma dívida para financiá-la.

O recorte territorial também é explícito. Dos R$ 300 milhões inicialmente previstos, R$ 50 milhões estavam destinados ao Norte, R$ 100 milhões ao Centro-Oeste e R$ 150 milhões ao Nordeste. Essa distribuição corresponde ao orçamento original; o material não informa como a complementação será repartida entre as regiões.

O resultado depende do investimento adicional

O benefício econômico será maior se o apoio permitir desenvolver projetos que, sem ele, não avançariam. Se apenas substituir dinheiro que as empresas já investiriam, o subsídio aliviará custos privados sem necessariamente ampliar a inovação. A diferença é decisiva: compartilhar o risco pode favorecer novas tecnologias, mas o retorno para a sociedade depende de transformar o recurso público em capacidade produtiva e soluções úteis, não apenas em orçamento aprovado.

📊 Número do Dia

R$ 450 milhões : Total previsto para a segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica, após a complementação anunciada em 16 de outubro de 2026.

Por que isso importa

O apoio não reembolsável pode viabilizar projetos tecnológicos que as empresas não conseguiriam sustentar sozinhas. O ganho econômico depende de estimular investimento adicional, e não apenas substituir recursos privados por dinheiro público.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/empresas-de-tres-regioes-terao-aporte-de-r-450-milhoes-para-inovacao