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terça-feira, 27 de outubro de 2026 Brasil

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Equinor promete gás em 2028 e testa oferta brasileira

Em entrevista publicada em 29 de setembro de 2026 no site de O Globo, dentro de espaço identificado como conteúdo de marca da Equinor, a nova líder da empresa no Brasil, Nina Koch, afirmou que o projeto de gás natural Raia avança conforme planejado para iniciar produção em 2028 e que a companhia terá investido cerca de US$ 25 bilhões no país entre 2009 e 2030.

Equinor diz que projeto Raia inicia produção em 2028 com capacidade para 15% da demanda brasileira de gás natural e prevê US$ 25 bilhões investidos até 2030.

A norueguesa Equinor apresentou um balanço de sua operação brasileira em entrevista de Nina Koch, executiva que, segundo o material, assumiu a liderança local em agosto deste ano, após cerca de três décadas na companhia e passagem como vice-presidente sênior para a África. É importante registrar o enquadramento: trata-se de conteúdo de marca hospedado por O Globo, ou seja, material em que a própria empresa é a fonte das informações e das projeções.

O que está efetivamente declarado

Os números centrais são da companhia. Koch afirma que a Equinor terá investido aproximadamente US$ 25 bilhões no Brasil entre 2009 e 2030, média superior a US$ 1 bilhão por ano. Diz ainda que a empresa emprega mais de 800 profissionais no país e estima que Bacalhau e Raia, somados, possam gerar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos ao longo de seus ciclos de vida. No portfólio renovável, cita participações de 44% em Apodi (162 MW solares) e 30% em Mendubim (531 MW solares), ambos operados pela Scatec em joint venture, além do Complexo Serra da Babilônia (223 MW eólicos e 140 MW solares) pela subsidiária Rio Energy e do eólico Esquina do Vento (230 MW) em construção no Rio Grande do Norte.

Por que o gás é o ponto mais sensível

Raia é o item com maior potencial de alterar preços relativos na economia. Segundo a executiva, o projeto terá capacidade de escoar até 16 milhões de metros cúbicos por dia, volume com potencial para suprir cerca de 15% da demanda brasileira de gás natural, com produção prevista para 2028. Ela destaca que o gás será especificado na unidade de produção e entregue diretamente ao sistema nacional de transporte, dispensando planta de processamento em terra.

A relevância econômica desse desenho é direta. Gás natural é insumo de custo para indústrias intensivas em energia e matéria-prima para fertilizantes e petroquímica. Oferta adicional de um produtor que não é o agente dominante tende, em tese, a reduzir a concentração da oferta e ampliar as opções de contratação dos compradores. O efeito sobre o preço final, porém, depende de fatores que o material não detalha: condições de acesso à malha de transporte, contratos firmados e o desfecho do debate sobre livre acesso ao gás mencionado na reportagem.

Promessa não é entrega

Nada aqui é resultado observado. Investimento previsto até 2030 é plano, não execução verificada. Empregos estimados são projeção da empresa, não contratações realizadas. E capacidade instalada de escoamento não equivale a volume efetivamente vendido. O gasoduto com mais de 200 quilômetros já instalados e 2.735 metros de profundidade no ponto máximo é obra física em andamento, o dado mais concreto do conjunto.

📊 Número do Dia

16 milhões de m³/dia , Capacidade de escoamento prevista para o projeto Raia, segundo a Equinor, com potencial para atender cerca de 15% da demanda brasileira de gás natural a partir de 2028.

Por que isso importa

Se confirmada, a entrada de Raia em 2028 adicionaria oferta relevante de gás natural no Brasil vinda de um produtor que não é o agente dominante do setor. Maior pluralidade de vendedores tende a ampliar o poder de escolha de indústrias compradoras, mas o efeito prático sobre preços depende das regras de acesso à malha de transporte, tema ainda em debate segundo a própria reportagem.


Fonte original: https://oglobo.globo.com/conteudo-de-marca/equinor/noticia/2026/09/29/equinor-ve-um-novo-ciclo-de-oportunidades-no-brasil.ghtml