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quinta-feira, 10 de setembro de 2026 Brasil

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Senado aprova marco legal do seguro rural

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (2) o projeto de lei que cria um marco legal para o seguro rural no Brasil. A principal mudança é tornar a subvenção econômica — o subsídio que o governo paga para baratear o seguro — uma despesa obrigatória no Orçamento da União.

Senado aprova marco legal do seguro rural, tornando subsídio obrigatório no Orçamento. Medida busca reverter queda de 76% na área protegida em cinco anos.

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (2) o projeto de lei que cria um marco legal para o seguro rural no Brasil. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a principal mudança é tornar a subvenção econômica — o subsídio que o governo paga para baratear o seguro aos produtores — uma despesa obrigatória, prevista no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) dentro dos recursos do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O seguro rural funciona como qualquer outro seguro: o produtor paga uma quantia para se proteger contra perdas causadas por eventos climáticos, pragas ou doenças. Quando o governo subsidia parte desse custo, mais agricultores conseguem contratar a proteção — mas nos últimos cinco anos, a área de lavouras protegidas despencou 76% no Brasil, conforme dados citados pela Folha. Essa queda reflete a instabilidade no financiamento: sem garantia de recursos, produtores ficam expostos a prejuízos totais em caso de seca, geada ou enchente.

Comparação internacional

A título de comparação, nos Estados Unidos o seguro rural é amplamente subsidiado pelo governo federal e cobre cerca de 90% da área plantada de grãos. No Brasil, mesmo sendo uma potência agrícola global — responsável por quase metade das exportações de soja e milho do mundo —, a cobertura é fragmentada e depende de dotações orçamentárias anuais que frequentemente sofrem cortes. A nova lei busca estabilizar esse cenário ao transformar o subsídio em despesa obrigatória, semelhante ao que ocorre com aposentadorias ou salários de servidores.

O que muda na prática

Com a aprovação, o Ministério da Agricultura terá de reservar anualmente uma fatia do Orçamento para o subsídio ao seguro rural, sem depender de negociações políticas a cada ano. Isso deve aumentar a previsibilidade para produtores e seguradoras, incentivando a contratação de apólices e reduzindo o risco de quebra de safra sem amparo financeiro. Para o cidadão, a medida pode ajudar a estabilizar os preços dos alimentos: quando uma seca destrói lavouras desprotegidas, a oferta cai e os preços sobem no supermercado — imagine que o seguro funciona como um amortecedor que evita choques bruscos no bolso de quem compra arroz, feijão e carne.

📊 Número do Dia

76% — Queda na área de lavouras protegidas por seguro rural no Brasil nos últimos cinco anos, segundo dados citados pela Folha de S.Paulo

Por que isso importa

A aprovação do marco legal do seguro rural pode reverter a queda acentuada na proteção das lavouras brasileiras, reduzindo o risco de desabastecimento e alta de preços dos alimentos. Para o produtor, significa maior segurança financeira; para o investidor, sinaliza estabilidade em um setor que responde por quase um quarto do PIB brasileiro; para o cidadão, representa menor volatilidade no custo da cesta básica.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/senado-aprova-novas-regras-para-seguro-rural.shtml