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Hyperliquid concentra metade dos recompras de tokens cripto

Hyperliquid concentra 50% das recompras de tokens cripto em 2026, destinando 90% das taxas para buyback do HYPE, segundo análise da Citrini Research.
A Citrini Research, firma conhecida por análises que movimentam ações de empresas de inteligência artificial, publicou em 9 de junho de 2026 um relatório chamando o protocolo Hyperliquid de “investimento atraente”. O destaque: o projeto concentra quase metade de todas as recompras de tokens cripto realizadas este ano.

O Hyperliquid, uma plataforma de finanças descentralizadas (DeFi, ou bancos digitais sem banco no meio), destina mais de 90% das taxas cobradas dos usuários para recomprar seu próprio token, o HYPE, segundo relatório da Citrini Research publicado em 9 de junho. A prática de recompra (buyback, em inglês) funciona como nas empresas de capital aberto: a organização usa parte de sua receita para comprar de volta seus próprios ativos no mercado, reduzindo a quantidade em circulação e, em tese, valorizando o preço para quem ainda detém o ativo.

Conforme reportou o site The Defiant, a Citrini Research destacou que o Hyperliquid responde por quase metade de toda a atividade de recompra de tokens no mercado cripto em 2026. O mecanismo funciona por meio do Assistance Fund, um fundo interno do protocolo que direciona a maior parte das taxas geradas pela plataforma diretamente para a compra de HYPE no mercado aberto. Para contextualizar: em empresas tradicionais, programas de recompra costumam usar entre 20% e 40% do lucro livre, enquanto o Hyperliquid aloca mais do dobro dessa proporção de sua receita operacional.

A Citrini Research é uma firma de análise conhecida no mercado de ações por publicar relatórios que frequentemente movimentam cotações de empresas de inteligência artificial. A entrada da firma no universo cripto com uma análise favorável ao Hyperliquid sinaliza um interesse crescente de analistas tradicionais por protocolos DeFi com modelos de receita transparentes e auditáveis. Segundo conhecimento de mercado, protocolos que destinam receitas para recompras tendem a atrair investidores que buscam modelos de valorização mais previsíveis, semelhantes aos dividendos ou buybacks de ações listadas na B3.

Para o investidor brasileiro, o caso ilustra uma diferença importante entre o mercado cripto e o tradicional: enquanto na bolsa brasileira as recompras são reguladas pela CVM e exigem comunicação prévia ao mercado, no universo DeFi esses mecanismos são programados em contratos inteligentes (smart contracts, ou contratos que se executam sozinhos quando as condições combinadas acontecem) e podem ser auditados publicamente por qualquer pessoa. O Hyperliquid opera em blockchain pública, o que significa que qualquer investidor pode verificar em tempo real quanto o protocolo está gastando em recompras, algo impossível de fazer com a mesma agilidade no mercado de ações tradicional.

📊 Número do Dia

50% , Fatia aproximada de todas as recompras de tokens cripto em 2026 concentradas no Hyperliquid, segundo a Citrini Research.

Por que isso importa

A concentração de metade das recompras de tokens cripto em um único protocolo revela tanto a escala do Hyperliquid quanto a relativa escassez de projetos DeFi com modelos de receita robustos o suficiente para sustentar programas de recompra consistentes. Para investidores brasileiros acostumados com empresas que fazem buybacks na B3, o caso mostra que o mercado cripto começa a adotar práticas de valorização de ativos familiares ao mercado tradicional, mas com transparência e velocidade de auditoria impossíveis no sistema financeiro convencional. A atenção de uma firma como a Citrini também sugere que analistas de mercados tradicionais estão ampliando cobertura para além de Bitcoin e Ethereum, buscando protocolos com fundamentos operacionais claros.


Fonte original: https://thedefiant.io/news/markets/citrini-research-hyperliquid-compelling-investment-buybacks

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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