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XRP cai 5% e testa piso de US$ 1,10 em liquidação forçada

XRP cai 5% e testa US$ 1,10 após liquidações forçadas romperem suporte de US$ 1,20. Entenda o impacto para investidores brasileiros e os riscos da alavancagem.
O XRP, terceira maior criptomoeda por valor de mercado, caiu 5% no dia 5 de junho de 2026 e se aproximou da marca de US$ 1,10, segundo reportagem da CoinDesk. A queda foi impulsionada por liquidações forçadas (quando investidores alavancados têm suas posições automaticamente fechadas por falta de margem) e rompeu o suporte técnico de US$ 1,20, nível que vinha segurando o preço nas últimas semanas.

O XRP perdeu 5% em 24 horas e se aproximou de US$ 1,10 no dia 5 de junho de 2026, conforme reportou a CoinDesk. A queda ocorreu após o rompimento de um suporte técnico importante na faixa de US$ 1,20, acompanhada de volume de negociação acima da média. Para contextualizar a volatilidade: uma oscilação de 5% em um único dia seria equivalente a uma ação de grande empresa na B3 cair cerca de 15% em um pregão, movimento raro fora de crises agudas.

A reportagem atribui o movimento a liquidações forçadas, um fenômeno comum no mercado cripto. Liquidações acontecem quando investidores que operam alavancados (ou seja, que tomam emprestado dinheiro para amplificar suas apostas) não conseguem cobrir as perdas e têm suas posições automaticamente fechadas pelas corretoras. Esse tipo de venda em cascata costuma acelerar quedas, pois gera pressão vendedora concentrada em pouco tempo. É como um efeito dominó: uma queda inicial força vendas automáticas, que por sua vez empurram o preço ainda mais para baixo.

Segundo a CoinDesk, o XRP atingiu mínimas de vários meses, embora a reportagem não especifique a janela temporal exata nem o último patamar comparável. O mercado agora observa se a queda representa uma capitulação (momento em que investidores desistem e vendem tudo, muitas vezes marcando o fundo de um ciclo) ou o início de uma tendência de baixa mais prolongada. Historicamente, movimentos de capitulação no mercado cripto costumam ser seguidos de estabilização, mas não há garantia de que o padrão se repita.

O que muda para o investidor brasileiro

Para quem investe em criptomoedas no Brasil, seja diretamente em corretoras internacionais ou por meio de fundos e ETFs na B3, a queda do XRP serve como lembrete da volatilidade estrutural desse mercado. O XRP é negociado em diversas exchanges brasileiras e compõe carteiras de fundos cripto locais, o que significa que investidores brasileiros expostos ao ativo sentiram o impacto direto da queda. A título de comparação, o índice Ibovespa raramente registra oscilações diárias superiores a 3%, enquanto criptomoedas de grande capitalização como o XRP podem facilmente variar 5% ou mais em poucas horas.

Além disso, a dinâmica de liquidações forçadas é particularmente relevante para quem opera com alavancagem em plataformas internacionais. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda não regulamentou de forma abrangente a negociação alavancada de criptoativos, mas investidores que acessam exchanges estrangeiras ficam expostos a esses mecanismos sem a proteção regulatória local. O Banco Central, por sua vez, segue desenvolvendo o Drex (real digital) em ambiente controlado, sem relação direta com criptomoedas privadas como o XRP.

📊 Número do Dia

5% , Queda do XRP em 24 horas no dia 5 de junho de 2026, levando o ativo a testar US$ 1,10 após rompimento de suporte técnico e liquidações forçadas.

Por que isso importa

A queda acentuada do XRP ilustra a volatilidade inerente ao mercado cripto e os riscos da alavancagem, especialmente em um ambiente de baixa liquidez. Para investidores brasileiros, o episódio reforça a importância de entender os mecanismos de liquidação e de manter estratégias de gestão de risco adequadas, sobretudo em um mercado ainda pouco regulado localmente. A dúvida sobre se a queda marca capitulação ou início de tendência de baixa mais longa mantém o mercado em compasso de espera.


Fonte original: https://www.coindesk.com/markets/2026/06/05/xrp-falls-toward-usd1-10-as-liquidation-driven-selloff-pushes-token-to-multi-month-lows

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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