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VanEck aposta em ETF de BNB nos EUA

VanEck planeja ETF de BNB nos EUA, apostando em uso real da moeda da Binance. Entenda o impacto para o investidor brasileiro e o mercado de fundos cripto.
A gestora VanEck anunciou planos para lançar um fundo negociado em bolsa (ETF) de BNB, a criptomoeda nativa da Binance, nos Estados Unidos. Segundo a CoinDesk, a empresa acredita que o uso real da moeda pode diferenciá-la em um mercado cada vez mais competitivo de ETFs cripto.

A VanEck, gestora americana com mais de US$ 100 bilhões sob gestão, está apostando em um ETF de BNB (Binance Coin) como alternativa aos fundos de Bitcoin e Ethereum já disponíveis no mercado. Segundo reportagem da CoinDesk publicada em 12 de junho de 2026, a empresa argumenta que a BNB se destaca por seu uso concreto dentro do ecossistema Binance, ao contrário de muitos projetos blockchain que ainda vendem apenas uma visão de futuro.

O BNB funciona como a moeda de troca dentro da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação. Quem possui BNB pode usá-la para pagar taxas de transação na plataforma com desconto, participar de lançamentos de novos projetos e acessar serviços da Binance Smart Chain (uma rede blockchain que permite a criação de aplicativos descentralizados, como bancos digitais sem banco no meio). A título de comparação, é como se a BNB fosse uma moeda de fidelidade que não apenas acumula pontos, mas também dá acesso a serviços exclusivos e pode ser negociada livremente.

A VanEck destaca que a BNB gera receita real para seu ecossistema, diferentemente de muitas criptomoedas que ainda dependem de promessas de adoção futura. Segundo a gestora, a atividade de usuários e a geração de receita fazem da BNB um caso de investimento de longo prazo mais sólido do que diversos projetos blockchain concorrentes. Para contextualizar, o mercado de ETFs cripto nos Estados Unidos cresceu rapidamente desde a aprovação dos primeiros fundos de Bitcoin em janeiro de 2024, mas a maioria dos produtos ainda se concentra em Bitcoin e Ethereum.

Para o investidor brasileiro, a notícia traz um paralelo interessante com o mercado local. No Brasil, os ETFs de criptomoedas negociados na B3 (como HASH11, BITH11, QBTC11 e ETHE11) ainda se concentram em Bitcoin e Ethereum, sem opções de exposição a outras moedas como BNB. Caso o ETF da VanEck seja aprovado pela SEC (a CVM americana), pode abrir caminho para que gestoras brasileiras também considerem fundos de criptomoedas alternativas, ampliando as opções de diversificação para quem investe em cripto pela bolsa.

Historicamente, a aprovação de novos ETFs cripto nos Estados Unidos costuma levar meses de análise regulatória. A SEC tem sido cautelosa com produtos além de Bitcoin e Ethereum, exigindo demonstrações claras de liquidez, custódia segura e proteção ao investidor. A estratégia da VanEck de enfatizar o uso real da BNB pode ser uma tentativa de contornar essas preocupações, mostrando que a moeda tem demanda concreta além da especulação.

📊 Número do Dia

US$ 100 bilhões , Patrimônio sob gestão da VanEck, gestora que está apostando em ETF de BNB nos Estados Unidos

Por que isso importa

A movimentação da VanEck sinaliza que o mercado de ETFs cripto pode estar entrando em uma segunda fase, indo além de Bitcoin e Ethereum para incluir criptomoedas com casos de uso específicos. Para o investidor brasileiro, isso pode significar mais opções de diversificação no futuro, caso gestoras locais sigam o mesmo caminho. Além disso, a ênfase em uso real versus promessas futuras pode influenciar como reguladores brasileiros (CVM e Banco Central) avaliam novos produtos cripto no país, especialmente com o avanço do Drex (o real digital do Banco Central).


Fonte original: https://www.coindesk.com/markets/2026/06/12/vaneck-bets-bnb-s-real-world-usage-can-stand-out-in-a-crowded-crypto-etf-market

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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