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Fundos cripto recebem US$ 858 milhões pela sexta semana seguida

Fundos cripto recebem US$ 858 milhões na sexta semana seguida, com Bitcoin atraindo US$ 706 milhões. Entenda o impacto para investidores brasileiros.
Fundos de investimento em criptomoedas registraram entrada líquida de US$ 858 milhões na semana encerrada em 9 de maio de 2025, segundo relatório da CoinShares publicado em 11 de maio. Esta é a sexta semana consecutiva de fluxo positivo para o setor.

Fundos de investimento em criptomoedas (conhecidos como ETPs, sigla em inglês para produtos negociados em bolsa que acompanham o preço de ativos digitais) receberam US$ 858 milhões em capital novo na semana encerrada em 9 de maio de 2025, conforme relatório da CoinShares. Este é o sexto período semanal consecutivo de entradas líquidas positivas, sinalizando apetite sustentado de investidores institucionais por exposição ao mercado cripto.

O Bitcoin (a maior criptomoeda por valor de mercado) concentrou a maior parte do interesse, atraindo US$ 706 milhões dos US$ 858 milhões totais. Para contextualizar a escala desse movimento: em seis semanas, os fundos cripto globais acumularam US$ 4,9 bilhões em entradas líquidas, volume que supera o patrimônio líquido de muitos fundos de ações brasileiros de grande porte. A título de comparação, o maior ETF de Bitcoin negociado na B3, o HASH11, possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 500 milhões (cerca de US$ 90 milhões), segundo dados públicos da bolsa brasileira.

Um dado adicional chama atenção no relatório da CoinShares: fundos que apostam na queda do Bitcoin (chamados de short-BTC, instrumentos que lucram quando o preço cai) registraram saída de US$ 14 milhões na mesma semana. Esse movimento indica que investidores estão encerrando posições pessimistas, comportamento típico de períodos em que o sentimento de mercado melhora. Historicamente, saídas de fundos short acompanham expectativas de alta ou estabilização de preços.

O que muda para o investidor brasileiro

Para o investidor brasileiro, a sequência de entradas em fundos cripto globais funciona como termômetro do apetite institucional por ativos digitais. Embora os ETPs mencionados pela CoinShares sejam negociados principalmente em bolsas americanas e europeias, o movimento de capital influencia o preço global do Bitcoin, que por sua vez afeta os ETFs de criptomoedas disponíveis na B3. Produtos como HASH11, BITH11 e QBTC11 acompanham a cotação internacional do Bitcoin, de modo que entradas robustas em fundos estrangeiros tendem a se refletir em valorização também para quem investe por aqui.

Além disso, o padrão de seis semanas consecutivas de fluxo positivo contrasta com a volatilidade típica do mercado cripto (em analogia, seria como o preço do tomate na feira se mantendo estável por semanas, algo incomum em produtos de alta oscilação). Segundo conhecimento de mercado, sequências prolongadas de entrada de capital costumam preceder períodos de menor volatilidade e maior participação de investidores de longo prazo, em oposição a especuladores de curto prazo.

📊 Número do Dia

US$ 4,9 bilhões , Volume acumulado de entradas líquidas em fundos cripto globais nas últimas seis semanas, segundo a CoinShares.

Por que isso importa

A sequência de seis semanas de entradas líquidas em fundos cripto globais sinaliza apetite institucional consistente por ativos digitais, movimento que influencia diretamente a cotação do Bitcoin e, por consequência, os ETFs de criptomoedas negociados na B3. Para o investidor brasileiro, isso significa que o ambiente global favorável pode se traduzir em valorização dos produtos locais, além de indicar redução no pessimismo de curto prazo (evidenciada pela saída de recursos de fundos que apostam na queda do Bitcoin).


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/crypto-funds-six-week-inflow-streak-4-9-billion-coinshares?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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