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terça-feira, 27 de outubro de 2026 Brasil

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Governo estuda leilão para recomprar dívidas antigas de brasileiros

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ao jornal Extra que o governo prepara um novo programa para reduzir o endividamento das famílias, baseado na recompra de dívidas antigas com grande deságio. A proposta ainda está em elaboração e deve ser apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.

Ministro Dario Durigan revela ao Extra plano do governo para recomprar dívidas antigas de brasileiros com desconto; detalhes ainda em elaboração.

O governo federal avalia um novo mecanismo para tirar brasileiros da inadimplência: comprar, com desconto alto, dívidas antigas que os próprios credores já não esperam receber. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao jornal Extra, publicada em 17 de setembro de 2026.

Segundo Durigan, o programa ainda não tem nome, formato final nem cronograma definido. Ele afirmou que a proposta será levada ao presidente Lula “nesses dias”, mas não detalhou quem vai comprar essas dívidas, qual será o percentual médio de deságio nem quais tipos de débito — bancários, de contas de consumo ou ambos — serão incluídos. São, portanto, pontos ainda em aberto, sem os quais não é possível avaliar o alcance real da medida.

Da renegociação à recompra

O modelo se diferencia dos programas Desenrola Brasil 1 e 2, já encerrados, que funcionavam por meio de leilões em que credores ofereciam condições de renegociação e o consumidor escolhia a melhor proposta dentro de uma plataforma. Segundo o ministro, o novo programa dispensaria essa etapa: o governo compraria a dívida diretamente, com desconto, sem exigir que a pessoa negocie ativamente.

Durigan disse que o objetivo é limpar o nome de quem tem dívidas muito antigas, sobretudo as remanescentes do período da pandemia, sem gerar impacto relevante nas contas públicas — mas não apresentou estimativa de custo fiscal da operação. Segundo ele, cerca de 19 milhões de pessoas já receberam algum tipo de alívio de dívida nas edições anteriores do Desenrola, dado atribuído ao próprio Ministério da Fazenda.

O que ainda falta esclarecer

A entrevista não informa se o programa terá prazo de adesão, valor máximo de dívida elegível ou fonte de recursos para financiar a compra dos créditos. Sem esses parâmetros, o anúncio ainda é uma intenção de política pública, não uma medida em vigor. O próprio ministro reconheceu que cabe ao presidente decidir o momento de lançamento.

Para o consumidor, o mecanismo pode significar a possibilidade de sair do cadastro de inadimplentes sem precisar negociar diretamente com bancos ou empresas — o que, em tese, facilitaria o acesso a novo crédito, já que o nome negativado costuma impedir financiamentos ou elevar os juros cobrados. Mas esse efeito depende de como o deságio será calculado e de quem vai arcar com a diferença entre o valor original da dívida e o preço pago na recompra.

Até a publicação da entrevista, o governo não havia detalhado os critérios técnicos da proposta, o que impede estimar quantas pessoas seriam beneficiadas ou qual seria o custo total da iniciativa para o Tesouro.

📊 Número do Dia

19 milhões de pessoas , Número de pessoas que receberam algum benefício de alívio de dívida nas edições anteriores do Desenrola Brasil, segundo dado citado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao Extra.

Por que isso importa

Se confirmado, o programa pode facilitar a limpeza do nome de consumidores com dívidas antigas consideradas irrecuperáveis pelos credores, o que ajudaria no acesso a crédito. No entanto, sem detalhes sobre deságio, elegibilidade e custo fiscal, ainda não é possível medir o alcance real da medida nem quando ela entraria em vigor.


Fonte original: https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/09/governo-estuda-novo-programa-para-eliminar-dividas-antigas-dos-brasileiros.ghtml