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quinta-feira, 27 de agosto de 2026 Brasil

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Falha em carteira Bitcoin já causou perdas de US$ 70 milhões

Uma falha de segurança em carteiras de hardware Coldcard (dispositivos físicos usados para guardar bitcoins de forma offline) resultou em perdas de aproximadamente US$ 70 milhões, conforme relatório da Galaxy Research divulgado em 31 de julho de 2026. Quase 1.200 endereços foram esvaziados, totalizando mais de 1.000 BTC roubados.

Vulnerabilidade em carteiras Coldcard resultou em roubo de US$ 70 milhões em Bitcoin de quase 1.200 endereços, segundo Galaxy Research.

Uma vulnerabilidade em carteiras de hardware Coldcard permitiu o roubo de mais de 1.000 bitcoins, totalizando cerca de US$ 70 milhões, segundo análise da Galaxy Research publicada em 31 de julho de 2026. Conforme reportou a The Block, quase 1.200 endereços de Bitcoin foram drenados explorando essa falha de segurança. Para contextualizar a escala: US$ 70 milhões equivalem a aproximadamente R$ 350 milhões na cotação atual, valor superior ao patrimônio líquido de muitas empresas listadas na B3.

Carteiras de hardware, ou hardware wallets, são dispositivos físicos semelhantes a pen drives que armazenam as chaves privadas (senhas que dão acesso aos bitcoins) de forma offline, longe da internet. A Coldcard é uma das marcas mais populares desse tipo de dispositivo, justamente por sua reputação de segurança elevada. A descoberta de uma vulnerabilidade nesse tipo de equipamento é comparável a encontrar uma falha no cofre de um banco considerado inviolável: abala a confiança em uma das camadas de proteção mais valorizadas pelos investidores.

A Galaxy Research não detalhou, no relato divulgado pela The Block, a natureza técnica exata da vulnerabilidade nem quando ela foi descoberta ou corrigida. O que se sabe é que atacantes conseguiram explorar a falha para acessar fundos que deveriam estar protegidos offline, um cenário que contradiz a premissa básica de segurança das hardware wallets. Historicamente, esse tipo de dispositivo é recomendado para quem guarda grandes quantias de criptomoedas justamente por isolar as chaves privadas de ataques remotos via internet.

Para o investidor brasileiro, o episódio reforça uma lição central: mesmo os dispositivos considerados mais seguros podem apresentar falhas. Quem investe em Bitcoin por meio de ETFs na B3, como QBTC11 ou BITH11, não enfrenta esse tipo de risco direto, pois a custódia (guarda dos ativos) fica a cargo de instituições reguladas. Já quem opta por autocustódia (guardar as próprias moedas) assume responsabilidade integral pela segurança, incluindo a escolha de dispositivos e a atenção a atualizações de firmware (o software interno do aparelho).

A título de comparação com o mercado tradicional, imagine que um modelo específico de cofre doméstico, amplamente vendido como inviolável, apresentasse uma falha que permitisse a ladrões abri-lo sem deixar vestígios. O impacto não seria apenas financeiro para as vítimas, mas também reputacional para o fabricante e para a categoria de produtos. No universo cripto, onde a confiança em tecnologia substitui a confiança em instituições, episódios como este têm peso ainda maior.

📊 Número do Dia

US$ 70 milhões , Valor total roubado de carteiras Coldcard por meio de vulnerabilidade de segurança, segundo Galaxy Research (31 de julho de 2026)

Por que isso importa

O caso expõe os riscos da autocustódia mesmo com dispositivos considerados seguros, reforçando a importância de atualizações constantes e da diversificação de métodos de guarda. Para o investidor brasileiro, a escolha entre autocustódia e custódia institucional (via corretoras ou ETFs) ganha nova camada de complexidade: segurança absoluta não existe, e cada modelo carrega riscos próprios que precisam ser compreendidos antes de qualquer decisão de investimento.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/410332/bitcoin-losses-linked-coldcard-vulnerability-70-million-galaxy-research?utm_source=rss&utm_medium=rss