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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Banco Central reduz Selic para 14,25% com alerta fiscal

O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu nesta quarta-feira (17) a taxa Selic de 14,5% para 14,25% ao ano, mantendo o ritmo de cortes de 0,25 ponto percentual pela terceira reunião seguida. A decisão veio acompanhada de alerta sobre o risco fiscal do país.

Banco Central reduz Selic para 14,25% ao ano em terceiro corte consecutivo, mas alerta sobre risco fiscal limita perspectiva de novos afrouxamentos.

O Banco Central cortou a Selic — a taxa básica de juros da economia, que funciona como referência para todos os empréstimos e financiamentos no país — para 14,25% ao ano. Segundo a Folha de S.Paulo, esta é a terceira redução consecutiva de 0,25 ponto percentual, sinalizando que a autoridade monetária segue cautelosa no processo de afrouxamento dos juros.

A Selic é a principal ferramenta que o Banco Central usa para controlar a inflação: quando ela sobe, o crédito fica mais caro e as pessoas consomem menos, esfriando os preços; quando cai, ocorre o inverso. O comunicado do Copom trouxe um alerta importante sobre o risco fiscal — ou seja, a preocupação com o descontrole das contas públicas, quando o governo gasta mais do que arrecada. Esse tipo de advertência costuma limitar o espaço para novos cortes de juros, já que o descontrole fiscal pressiona a inflação.

Comparação internacional

A título de comparação, a taxa de juros básica nos Estados Unidos está atualmente entre 4,25% e 4,50% ao ano, segundo dados do Federal Reserve. Mesmo após três cortes, a Selic brasileira permanece entre as mais altas do mundo, refletindo tanto o histórico de inflação elevada quanto as incertezas fiscais do país. Países emergentes como México e Chile operam com juros na faixa de 10% a 11%, ainda abaixo do patamar brasileiro.

O cenário descrito como “mais desafiador para inflação” indica que o Banco Central enxerga pressões inflacionárias à frente, o que pode tornar o ritmo de cortes ainda mais lento. A indefinição sobre o futuro da política monetária — mencionada no comunicado — deixa investidores e empresas sem clareza sobre quando os juros voltarão a patamares mais baixos.

O que muda na prática

Para o cidadão, juros em 14,25% ao ano significam que financiamentos de casa e carro continuam caros, assim como o rotativo do cartão de crédito. Para empresas, o custo do capital de giro permanece elevado, dificultando investimentos e expansão. Já para investidores, a Selic alta mantém a renda fixa atrativa, com títulos do Tesouro Direto e CDBs oferecendo retornos superiores a 14% ao ano sem grande risco.

📊 Número do Dia

14,25% — Nova taxa Selic após terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual

Por que isso importa

A decisão do Banco Central afeta diretamente o bolso de todos os brasileiros. Juros altos encarecem empréstimos, financiamentos e cartões de crédito, mas também garantem rendimentos elevados para quem investe em renda fixa. O alerta fiscal no comunicado sinaliza que novos cortes podem ser lentos, prolongando o período de crédito caro e freando a recuperação econômica. Para empresas, isso significa adiar planos de expansão; para famílias, continuar adiando a compra da casa própria ou do carro novo.


Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/mercado/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/bc-corta-selic-em-025-ponto-pela-terceira-vez-para-1425-ao-ano.shtml