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Mastercard obtém licença cripto de Nova York

Mastercard recebe BitLicense de Nova York e amplia serviços cripto. Apenas três licenças foram concedidas em 2026. Entenda o impacto para o mercado.
A Mastercard recebeu a BitLicense do estado de Nova York, uma das licenças mais rigorosas do mundo para operar com criptomoedas, segundo reportagem publicada pela The Block em 27 de maio de 2026.

A Mastercard acaba de receber autorização oficial do estado de Nova York para operar serviços de criptomoedas, conforme reportou a The Block. A licença concedida chama-se Virtual Currency Business Activity License, mais conhecida como BitLicense (uma autorização que permite empresas operarem com ativos digitais como Bitcoin e outras criptomoedas no estado americano). Para contextualizar a importância desse aval: a BitLicense é considerada uma das regulações mais exigentes do mundo para empresas cripto, com requisitos rigorosos de compliance (conformidade com regras de prevenção à lavagem de dinheiro e proteção ao consumidor).

Nova York concedeu apenas três BitLicenses em 2026 até o momento, segundo a publicação. Isso demonstra o caráter seletivo da autorização. A Mastercard, gigante global de pagamentos com mais de 3 bilhões de cartões em circulação no mundo, vem expandindo gradualmente sua atuação no universo cripto nos últimos anos. A empresa já oferece serviços que permitem a instituições financeiras parceiras oferecerem compra e venda de criptomoedas, além de cartões vinculados a exchanges (plataformas de negociação de ativos digitais).

Para o investidor brasileiro, a movimentação sinaliza um padrão: grandes empresas tradicionais de pagamentos continuam buscando licenças regulatórias para atuar com cripto de forma oficial. No Brasil, a regulação de criptomoedas está sob responsabilidade do Banco Central desde 2022, com regras que exigem registro de exchanges e prestadores de serviços. A título de comparação, enquanto Nova York exige uma licença específica e complexa para cada empresa, o Brasil adotou um modelo de registro obrigatório para todas as plataformas que operam no país, fiscalizado pela autoridade monetária.

A Mastercard não detalhou publicamente quais serviços específicos pretende oferecer com a nova licença. Historicamente, empresas que obtêm a BitLicense costumam expandir operações de custódia (guarda segura de criptomoedas para terceiros, como um cofre digital), negociação e transferências de ativos digitais. Em termos práticos, isso pode significar que a Mastercard poderá oferecer diretamente aos consumidores nova-iorquinos serviços que antes dependiam de parcerias com outras empresas licenciadas.

📊 Número do Dia

3 , BitLicenses concedidas por Nova York em 2026, incluindo a da Mastercard

Por que isso importa

A entrada de gigantes tradicionais como a Mastercard no mercado cripto regulado reforça a tendência de institucionalização do setor. Para o investidor brasileiro, isso representa maior legitimidade e potencial ampliação de serviços cripto integrados a meios de pagamento já conhecidos. A movimentação também ilustra como a regulação rigorosa, longe de afastar grandes players, pode atrair empresas que buscam operar de forma transparente e legal, padrão que o Brasil também vem tentando consolidar desde a entrada em vigor das regras do Banco Central em 2023.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/402732/mastercard-secures-new-york-state-bitlicense-as-it-continues-to-expand-crypto-services?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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