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Standard Chartered absorve custódia cripto da Zodia

Standard Chartered absorve custódia cripto da Zodia em movimento que consolida operações de ativos digitais e reforça aposta institucional no setor.
O Standard Chartered, banco britânico com forte presença na Ásia, anunciou a aquisição da operação de custódia cripto da Zodia Custody, conforme reportou a Bloomberg em 18 de maio de 2026. A operação será integrada às atividades de ativos digitais do próprio banco.

O Standard Chartered, banco britânico com forte presença na Ásia, anunciou a aquisição da operação de custódia cripto da Zodia Custody, conforme reportou a Bloomberg em 18 de maio de 2026. A operação será integrada às atividades de ativos digitais do próprio banco. Custódia cripto, para contextualizar, é o serviço de guarda segura de criptomoedas, similar ao que um banco tradicional faz com dinheiro em conta corrente, mas adaptado para ativos digitais como Bitcoin e Ethereum.

A Zodia Custody é uma empresa especializada em guardar criptomoedas para clientes institucionais (fundos de investimento, empresas e outros bancos). Ao absorver essa operação, o Standard Chartered sinaliza que pretende oferecer diretamente aos seus clientes corporativos a infraestrutura para armazenar ativos digitais com segurança, sem depender de terceiros. Trata-se de um movimento comum entre bancos tradicionais que buscam consolidar suas operações cripto internamente, reduzindo custos e aumentando controle sobre a cadeia de serviços.

Segundo conhecimento de mercado, o Standard Chartered vem expandindo sua atuação em ativos digitais desde 2021, quando criou uma mesa de negociação de criptomoedas e passou a oferecer serviços de corretagem para clientes institucionais. A incorporação da Zodia representa um passo além: o banco passa a controlar toda a cadeia, da negociação à guarda dos ativos. Para contextualizar, é como se um banco que antes apenas intermediava compra e venda de ações decidisse também operar a própria corretora e a própria custodiante, tudo sob o mesmo teto.

Para o investidor brasileiro, o movimento ilustra uma tendência global de bancos tradicionais absorverem operações cripto especializadas. No Brasil, bancos como BTG Pactual e Itaú já oferecem custódia de criptomoedas através de parcerias ou subsidiárias próprias, mas ainda não houve consolidação tão direta quanto a do Standard Chartered. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Banco Central seguem desenhando regras para custódia de ativos digitais no país, o que pode abrir caminho para movimentos similares por aqui. Historicamente, quando grandes bancos internacionais consolidam operações cripto, isso tende a acelerar a adoção institucional e a pressionar reguladores locais a definirem marcos mais claros.

A Bloomberg não divulgou valores financeiros da transação nem detalhes sobre o cronograma de integração. O que fica claro é que o Standard Chartered aposta na custódia como peça central de sua estratégia cripto, num momento em que a demanda institucional por serviços de guarda segura de ativos digitais cresce globalmente. Segundo dados públicos da CoinGecko, o mercado de custódia cripto movimenta bilhões de dólares em ativos sob gestão, com empresas como Coinbase Custody e BitGo liderando o segmento.

📊 Número do Dia

2021 , Ano em que o Standard Chartered criou sua mesa de negociação de criptomoedas, marcando o início de sua expansão institucional no setor de ativos digitais.

Por que isso importa

A absorção da Zodia Custody pelo Standard Chartered reforça a tendência de bancos tradicionais internalizarem operações cripto, reduzindo dependência de terceiros e consolidando a cadeia de serviços. Para o investidor brasileiro, o movimento sinaliza que a custódia de ativos digitais está se tornando um serviço bancário padrão, o que pode acelerar a regulação local e abrir espaço para ofertas similares no Brasil, onde CVM e Banco Central ainda definem regras para o setor.


Fonte original: https://www.theblock.co/post/401663/standard-chartered-absorb-zodia-custody-crypto-business-bloomberg?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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