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Mineradores de Bitcoin vendem 32 mil moedas no trimestre

Mineradores de Bitcoin venderam 32 mil moedas no 1º trimestre de 2025. Pressão de oferta testa mercado na faixa dos US$ 80 mil e afeta ETFs na B3.
Mineradores de Bitcoin venderam 32 mil unidades da criptomoeda no primeiro trimestre de 2025, segundo reportagem da AMBCrypto publicada em maio. A movimentação ocorre enquanto o mercado disputa a faixa de preço dos US$ 80 mil por moeda.

Mineradores de Bitcoin (empresas e indivíduos que usam computadores para validar transações e recebem novas moedas como recompensa) venderam 32 mil unidades da criptomoeda no primeiro trimestre de 2025, conforme reportou a AMBCrypto. Para contextualizar a escala: esse volume equivale a aproximadamente US$ 2,5 bilhões ao preço atual, valor próximo ao patrimônio líquido de fundos de ações brasileiras de médio porte negociados na B3.

A venda representa uma pressão de oferta significativa num momento em que o preço do Bitcoin oscila na faixa dos US$ 80 mil. Segundo a reportagem, moedas que estavam paradas (chamadas de “supply dormant”, ou seja, Bitcoins que não se movimentavam há meses ou anos) voltaram à circulação, intensificando a disputa entre compradores e vendedores nessa faixa de preço. Historicamente, quando mineradores vendem volumes elevados, isso pode indicar necessidade de cobrir custos operacionais (energia elétrica, equipamentos) ou expectativa de queda de preço no curto prazo.

Mineradores funcionam como os “produtores” do Bitcoin: eles investem em infraestrutura cara e vendem parte das moedas que recebem para pagar contas. Quando a venda é concentrada num trimestre, como agora, o mercado precisa absorver essa oferta adicional. A pergunta que a AMBCrypto levanta é se os compradores (chamados de “bulls”, ou touros, no jargão de mercado) têm apetite suficiente para absorver essas 32 mil moedas sem derrubar o preço. Em termos de comparação com o mercado tradicional: é como se grandes produtores de commodities despejassem estoque extra no mercado de uma só vez, testando a demanda.

Para o investidor brasileiro, a dinâmica é relevante porque afeta diretamente o preço dos ETFs de Bitcoin negociados na B3, como HASH11 e QBTC11, que replicam a cotação internacional da criptomoeda. Se o mercado não conseguir absorver a oferta dos mineradores, a pressão vendedora pode resultar em quedas de preço que se refletem imediatamente nesses fundos. Segundo dados públicos da B3, esses ETFs movimentam milhões de reais diariamente e são a porta de entrada de muitos brasileiros no universo cripto.

A reportagem não especifica a janela temporal exata da venda dentro do primeiro trimestre, mas a concentração de 32 mil moedas num período de três meses é considerada elevada em comparação com trimestres anteriores, conforme padrões históricos de venda de mineradores documentados por plataformas de análise on-chain (registros públicos da blockchain que qualquer pessoa pode auditar, como um cartório aberto a todos).

📊 Número do Dia

32 mil BTC , Volume vendido por mineradores no primeiro trimestre de 2025, equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões ao preço atual.

Por que isso importa

A venda concentrada de mineradores testa a capacidade de absorção do mercado e pode pressionar o preço do Bitcoin para baixo, afetando diretamente os ETFs cripto negociados na B3 e o bolso de investidores brasileiros que apostam na criptomoeda. Se a demanda não acompanhar a oferta, a faixa dos US$ 80 mil pode não se sustentar, abrindo espaço para correções de preço que se refletem imediatamente nos fundos HASH11, QBTC11 e similares.


Fonte original: https://ambcrypto.com/bitcoin-miners-dump-32k-btc-in-q1-can-bulls-absorb-supply/

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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