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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Ministro Durigan inicia primeira agenda internacional da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, embarca nesta segunda-feira (13) para uma agenda de oito dias nos Estados Unidos, Espanha e Alemanha. É a primeira série de compromissos internacionais desde que assumiu o cargo, no lugar de Fernando Haddad.

Grupo de cinco homens de terno caminhando em aeroporto com bagagens, viagem de negócios, agenda internacional ministerial
Comitiva ministerial se desloca em terminal aeroportuário para agenda internacional da Fazenda.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inicia nesta segunda-feira (13) sua primeira viagem internacional no cargo, com agenda até o dia 20 nos Estados Unidos, Espanha e Alemanha. Segundo a Agência Brasil, a missão tem como objetivo reforçar a posição do Brasil em debates globais sobre reforma tributária internacional, transição energética (a mudança de fontes poluentes como petróleo para energias limpas como solar e eólica) e fortalecimento de instituições multilaterais (organizações que reúnem vários países, como o FMI).

O roteiro começa em Washington, onde Durigan participará das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial — encontros semestrais que funcionam como uma espécie de assembleia geral da economia mundial, reunindo ministros de finanças e presidentes de bancos centrais de mais de 190 países. A partir de sábado (19), o ministro acompanha a comitiva do presidente Lula na Europa, com compromissos voltados à defesa da democracia, política industrial e cooperação internacional.

Entre os interlocutores previstos estão a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva; o ministro da Economia da França, Roland Lescure; o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an; a presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil. A agenda reflete a tentativa do Brasil de ampliar seu protagonismo em temas como justiça tributária global — a ideia de que multinacionais paguem impostos onde realmente operam, e não apenas em paraísos fiscais — e financiamento climático.

A título de comparação, países emergentes como Índia e África do Sul também têm intensificado sua presença nesses fóruns, buscando influenciar regras que historicamente foram definidas pelas economias desenvolvidas. O Brasil, que presidiu o G20 em 2024, tenta consolidar essa posição de liderança entre os países em desenvolvimento.

Por que isso importa

Para o cidadão brasileiro, essas negociações podem ter impacto direto: acordos sobre tributação de multinacionais podem aumentar a arrecadação do país sem elevar impostos internos, enquanto compromissos climáticos podem atrair investimentos em energia limpa e gerar empregos. Para empresas, especialmente as exportadoras, a agenda europeia pode abrir portas para parcerias em setores como hidrogênio verde e tecnologias sustentáveis. Para investidores, a viagem sinaliza continuidade na política econômica, mesmo com a troca de comando na Fazenda — um fator importante para a confiança do mercado.

📊 Número do Dia

190+ — países participam das reuniões de primavera do FMI e Banco Mundial, onde o Brasil busca ampliar sua influência em debates sobre tributação global e clima

Por que isso importa

Para o cidadão brasileiro, essas negociações podem ter impacto direto: acordos sobre tributação de multinacionais podem aumentar a arrecadação do país sem elevar impostos internos, enquanto compromissos climáticos podem atrair investimentos em energia limpa e gerar empregos. Para empresas, especialmente as exportadoras, a agenda europeia pode abrir portas para parcerias em setores como hidrogênio verde e tecnologias sustentáveis. Para investidores, a viagem sinaliza continuidade na política econômica, mesmo com a troca de comando na Fazenda — um fator importante para a confiança do mercado.


Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/ministro-da-fazenda-inicia-agenda-internacional-nos-eua-e-na-europa