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O que é o Copom? O Comitê que Mexe com o Seu Dinheiro

Entenda como nove pessoas decidem a taxa Selic e impactam diretamente juros, financiamentos e investimentos no país
Reunião do Copom com representantes do Banco Central discutindo política monetária em sala moderna

Você sabia que apenas 9 pessoas no Brasil têm o poder de decidir se o seu cartão de crédito vai ficar mais caro ou mais barato no próximo mês? De fato, essas pessoas fazem parte do Copom (Comitê de Política Monetária), um grupo que se reúne a cada 45 dias para tomar uma das decisões mais importantes da economia brasileira.

O Copom é como se fosse o “termostato” da economia nacional. Ou seja, assim como você ajusta a temperatura do ar-condicionado quando está muito quente ou frio, eles ajustam a taxa Selic (a taxa básica de juros) para “esquentar” ou “esfriar” a economia do país.

Como a Selic afeta seu dinheiro na prática

Situação Selic Alta Selic Baixa
Cartão de crédito Juros mais altos (até 400% ao ano) Juros menores (ainda altos, mas reduzem)
Poupança Rende mais (0,5% ao mês + TR) Rende menos (70% da Selic + TR)
Financiamento imobiliário Parcelas mais caras Parcelas mais baratas
Tesouro Selic Rentabilidade maior Rentabilidade menor
Inflação Tende a cair Pode subir

Por que isso afeta o seu bolso?

Imagine que a taxa Selic é como a “taxa-mãe” de todos os juros do país. Dessa forma, quando ela sobe, é como se fosse um efeito dominó: o cartão de crédito fica mais caro, o financiamento da casa própria aumenta, e até a poupança rende mais.

Por exemplo, se você tem uma dívida no cartão de crédito de R$ 5.000 e a Selic sobe de 10% para 12% ao ano, você pode acabar pagando cerca de R$ 100 a mais de juros por ano. Portanto, é dinheiro que sai do seu bolso direto para o banco.

Por outro lado, quando a Selic cai, acontece o contrário. Assim, os empréstimos ficam mais baratos, mas investimentos como a poupança e o Tesouro Direto rendem menos. Em resumo, é uma gangorra: ou você paga menos juros nas dívidas, ou ganha menos nos investimentos.

Como funciona na prática?

O Copom se reúne durante dois dias seguidos, sempre numa quarta e quinta-feira. Na verdade, é como uma “reunião de condomínio” super importante, onde eles analisam se a inflação está comportada, se o desemprego está alto, e se a economia precisa de um “empurrãozinho” ou uma “freada”.

Sobretudo, se a inflação está subindo muito (quando tudo fica mais caro no supermercado), eles aumentam a Selic para “frear” a economia. Dessa forma, é como pisar no freio do carro numa descida. Em contrapartida, se a economia está muito parada e o desemprego alto, eles baixam a Selic para estimular o consumo e os investimentos.

A decisão é sempre por unanimidade ou maioria. Em seguida, eles divulgam uma ata explicando o “por quê” da decisão, como se fosse o “resumo da reunião”.

O que acompanhar

Por isso, fique de olho nas reuniões do Copom se você tem dívidas ou investimentos. Vale lembrar que as datas são sempre divulgadas no site do Banco Central. Geralmente, a decisão sai numa quarta-feira às 18h30.

Uma dica de ouro: portanto, se você tem dívidas, torça para a Selic cair. No entanto, se você é poupador, torça para ela subir. Simples assim.

Finalmente, o Copom não é um bicho de sete cabeças. Na realidade, é apenas um grupo que tenta equilibrar a economia para que ela nem esquente demais (inflação alta), nem esfrie demais (desemprego alto). E dessa forma, isso mexe diretamente com o seu dinheiro todo mês.

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