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Vinho brasileiro busca mercados globais na ProWein 2026

Sete empresas gaúchas e catarinenses projetam US$ 3,48 milhões em vendas com participação na feira alemã
Estande brasileiro na feira ProWein 2026 na Alemanha com vinhos nacionais expostos para mercado internacional
Sete vinícolas brasileiras participam da ProWein Düsseldorf entre 15 e 17 de março, em busca de expandir exportações que geraram expectativa de US$ 3,48 milhões em negócios futuros na edição anterior.

O Brasil marca presença pela 22ª vez na ProWein Düsseldorf, uma das principais feiras mundiais do setor vitivinícola, segundo a ApexBrasil. Dessa forma, sete empresas dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina — Aurora, Casa Valduga, Cata Terroirs, Miolo, Nova, Pizzato e Salton — representam o país no evento que reuniu 42 mil visitantes de 128 países em 2025.

Os números da edição anterior revelam o potencial comercial da feira: por exemplo, as vinícolas brasileiras fecharam negócios diretos de US$ 440 mil durante o evento e, além disso, projetaram US$ 3,48 milhões em vendas nos 12 meses seguintes, conforme dados do Consevitis-RS. Portanto, dos 172 contatos estabelecidos, 56% eram novos potenciais clientes, indicando oportunidades de expansão em mercados ainda inexplorados.

A título de comparação, o Brasil ainda é um player modesto no mercado global de vinhos. Enquanto países como Chile e Argentina exportaram US$ 1,8 bilhão e US$ 1 bilhão em vinhos em 2024, respectivamente, por outro lado, o Brasil busca consolidar nichos específicos, com destaque para espumantes reconhecidos internacionalmente. Contudo, a Alemanha, embora não figure entre os mercados prioritários brasileiros, mantém importações regulares e representa uma porta de entrada estratégica para o mercado europeu.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, recentemente firmado, pode alterar esse cenário. De fato, as medidas previstas tendem a reduzir barreiras tarifárias e facilitar o acesso de vinhos brasileiros ao bloco europeu, segundo Rafael Romagna, gestor do projeto Wines of Brazil. Por conseguinte, a ProWein funciona como plataforma para antecipar essas oportunidades, conectando produtores brasileiros a importadores de mercados estratégicos antes mesmo da plena implementação do acordo.

📊 Número do Dia

US$ 3,48 milhões — Expectativa de negócios gerados nos 12 meses seguintes à ProWein 2025 pelas vinícolas brasileiras participantes

Por que isso importa

Para as vinícolas brasileiras, a feira representa acesso qualificado a compradores internacionais em um momento estratégico: ou seja, o acordo Mercosul-UE pode reduzir tarifas de importação no bloco europeu, tornando assim o vinho brasileiro mais competitivo. Sobretudo para o setor exportador nacional, a participação continuada desde 2004 consolida a imagem do Brasil como produtor de qualidade, especialmente em espumantes, abrindo por isso caminho para diversificação de mercados além dos tradicionais destinos latino-americanos.


Fonte original: ApexBrasil

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