Um novo estudo científico acaba de encurtar o prazo de validade da segurança atual do Bitcoin e do Ethereum. Segundo artigo compartilhado com a CoinDesk, pesquisadores conseguiram melhorar em 50% um cálculo central usado pelo algoritmo de Shor (um método matemático que permite a computadores quânticos quebrarem códigos de segurança que hoje protegem criptomoedas). Para contextualizar: a segurança do Bitcoin funciona como um cofre digital trancado por uma chave matemática extremamente complexa. Computadores comuns levariam milhões de anos para abrir esse cofre na força bruta. Computadores quânticos, porém, operam de forma radicalmente diferente e podem, em tese, resolver esses problemas em tempo viável.
O avanço foi obtido por uma combinação de trabalho humano e agentes de inteligência artificial, superando um resultado anterior divulgado pelo Google em março de 2026. Conforme reportou a CoinDesk, a melhoria no cálculo adiciona mais uma variável ao que especialistas chamam de “relógio quântico” das criptomoedas: o prazo estimado até que a tecnologia quântica represente ameaça real. Historicamente, esse prazo vinha sendo estimado entre 10 e 20 anos. Com a nova descoberta, esse horizonte pode estar mais próximo, embora o artigo não especifique uma data exata.
Para o investidor brasileiro, a notícia acrescenta um fator de risco de longo prazo ao portfólio cripto. Embora não haja impacto imediato nos preços ou na operação das redes, o tema da resistência quântica (capacidade de um sistema resistir a ataques de computadores quânticos) deve ganhar relevância crescente nos próximos anos. A título de comparação com o mercado tradicional, seria como descobrir que o sistema de segurança dos bancos tem prazo de validade menor do que se imaginava. Projetos de blockchain já começam a pesquisar criptografia pós-quântica, mas a migração de redes gigantes como Bitcoin e Ethereum exigiria consenso global e mudanças profundas no código.
Segundo conhecimento de mercado, o Ethereum já possui grupos de pesquisa dedicados ao tema, e o Bitcoin conta com propostas de melhoria (BIPs) que discutem a transição para algoritmos resistentes a ataques quânticos. No Brasil, onde os ETFs de cripto negociados na B3 (como HASH11 e QBTC11) replicam a performance dessas moedas, o risco quântico ainda não é precificado, mas pode se tornar variável relevante em análises de risco de longo prazo.
📊 Número do Dia
50% , Redução no tempo estimado para computadores quânticos conseguirem atacar Bitcoin e Ethereum, segundo novo cálculo científico divulgado em setembro de 2026.
Por que isso importa
A segurança das criptomoedas depende de matemática que computadores comuns não conseguem quebrar em tempo viável. Computadores quânticos mudam essa equação. Se o prazo para esse risco se materializar está encurtando, desenvolvedores, investidores e reguladores precisam acelerar a preparação. Para o investidor brasileiro de longo prazo, é um lembrete de que tecnologia avança rápido e que diversificação e acompanhamento de evolução técnica são essenciais em qualquer portfólio de ativos digitais.
Fonte original: https://www.coindesk.com/tech/2026/09/10/crypto-researchers-cut-bitcoin-and-ethereum-quantum-attack-estimate-by-50


