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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Fundos europeus de títulos públicos aceitam stablecoins via Coinbase

A gestora Spiko anunciou a integração do sistema Coinbase Payments a dois fundos europeus regulados (UCITS) que investem em títulos do Tesouro americano, permitindo que investidores comprem e resgatem cotas usando stablecoins (moedas digitais atreladas a moedas tradicionais, como dólar e euro).

Gestora Spiko integra Coinbase Payments a fundos europeus regulados, permitindo subscrição e resgate em USDC e EURC via rede Base.

A gestora europeia Spiko passou a aceitar pagamentos em stablecoins para dois fundos regulados que investem em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 30 de junho de 2025, a integração usa o sistema Coinbase Payments e permite que investidores subscrevam (comprem cotas) e resgatem recursos usando USDC (stablecoin atrelada ao dólar) e EURC (atrelada ao euro), ambas operando na rede Base, uma blockchain (registro digital público e descentralizado) desenvolvida pela própria Coinbase.

Os fundos em questão são classificados como UCITS, sigla em inglês para fundos de investimento regulados pela União Europeia e considerados seguros para investidores de varejo. Esses fundos aplicam em Treasury bills, títulos de curto prazo emitidos pelo governo americano, comparáveis aos títulos do Tesouro Direto no Brasil. A novidade é que, em vez de transferir euros ou dólares por meio de bancos tradicionais, o investidor pode usar stablecoins, que funcionam como uma versão digital dessas moedas, mantendo o valor estável e permitindo transações mais rápidas e baratas.

A operação acontece inteiramente na rede Base, uma blockchain de segunda camada (ou seja, construída sobre outra rede maior, a Ethereum, para reduzir custos e aumentar velocidade). Para o investidor brasileiro, a notícia ilustra uma tendência global: a fusão entre finanças tradicionais e infraestrutura cripto. Embora os fundos Spiko não estejam disponíveis no Brasil, o modelo sinaliza um caminho que pode ser seguido por gestoras locais, especialmente à medida que a regulação de stablecoins avança no país. A título de comparação, no Brasil ainda não existem fundos regulados pela CVM que aceitem subscrições diretas em stablecoins, mas o Banco Central já sinalizou interesse em regular esse tipo de ativo.

Historicamente, fundos de renda fixa tradicionais exigem transferências bancárias que podem levar dias e envolver taxas elevadas, especialmente em operações internacionais. Com stablecoins, a promessa é que o investidor transfira recursos em minutos, com custos de transação significativamente menores. Em termos de mercado brasileiro, seria como poder comprar cotas de um fundo DI usando Pix, mas com alcance global e sem intermediários bancários.

📊 Número do Dia

2 fundos UCITS , Número de fundos europeus regulados que agora aceitam stablecoins para subscrição e resgate, via Coinbase Payments e rede Base.

Por que isso importa

A integração de stablecoins a fundos regulados na Europa mostra que a infraestrutura cripto está deixando de ser nicho e passando a fazer parte do sistema financeiro tradicional. Para o investidor brasileiro, isso antecipa um futuro em que será possível aplicar em fundos de renda fixa, ações ou outros ativos usando moedas digitais, com mais velocidade e menos burocracia. À medida que o Banco Central avança na regulação de stablecoins e no desenvolvimento do Drex (o real digital), modelos como o da Spiko podem inspirar gestoras e corretoras locais a oferecer produtos semelhantes, ampliando o acesso e reduzindo custos para quem investe.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/spiko-coinbase-stablecoin-payments-treasury-funds?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound