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Bitcoin vive sua menor queda histórica em mercado baixista

Bitcoin registra queda de 50% desde o topo, a menor retração em um mercado baixista da história. Analistas alertam que o fundo pode não ter sido atingido.
O Bitcoin registra sua menor queda percentual em um ciclo de baixa desde que foi criado, segundo análise publicada pela Decrypt em 9 de junho de 2025. A criptomoeda acumula recuo de 50% em relação ao seu pico histórico, mas especialistas alertam que o mercado pode não ter atingido o ponto mais baixo.

O Bitcoin está passando por seu mercado baixista mais suave da história, com queda de 50% desde o topo. Conforme reportou a Decrypt, essa é a menor retração percentual registrada em um ciclo de baixa (período prolongado de quedas) desde a criação da criptomoeda em 2009. Para contextualizar, em ciclos anteriores, o Bitcoin chegou a cair mais de 80% entre o pico e o fundo do poço, como ocorreu entre 2017 e 2018.

A análise, assinada por Akash Girimath, destaca que a queda de 50% pode parecer moderada quando comparada aos padrões históricos do ativo. Historicamente, o Bitcoin já enfrentou retrações muito mais severas: em 2014, caiu 86% após atingir US$ 1.100, e em 2018, recuou 84% depois de tocar US$ 20.000. A título de comparação, ações de empresas tradicionais na bolsa brasileira raramente sofrem quedas dessa magnitude sem que haja um evento corporativo grave, como falência ou escândalo.

Apesar da queda relativamente menor, analistas citados pela Decrypt advertem que o fundo do mercado pode ainda não ter sido alcançado. Segundo a reportagem, fatores macroeconômicos e o comportamento de grandes investidores institucionais ainda podem pressionar o preço para baixo. Essa cautela é importante para o investidor brasileiro que acompanha o Bitcoin por meio de ETFs listados na B3, como o HASH11 e o QBTC11, que replicam a variação da criptomoeda e, portanto, acompanham essas oscilações.

Para o investidor brasileiro, entender o conceito de mercado baixista (ou bear market, no jargão do mercado) é essencial. Trata-se de um período em que o preço de um ativo cai de forma consistente e prolongada, geralmente acompanhado de pessimismo generalizado. No caso do Bitcoin, esses ciclos costumam durar meses ou até anos, mas historicamente foram seguidos por recuperações expressivas. Segundo conhecimento de mercado, o Bitcoin já passou por pelo menos quatro grandes ciclos de baixa desde 2011, e em todos eles o preço eventualmente superou os picos anteriores.

A reportagem da Decrypt não especifica a janela temporal exata da queda de 50%, mas a data de publicação (9 de junho de 2025) sugere que o recuo foi medido a partir do pico histórico registrado em algum momento anterior neste ano ou no final de 2024. Esse tipo de volatilidade (variação brusca de preço) é uma característica intrínseca do Bitcoin, comparável ao preço do tomate na feira em semana de chuva: pode oscilar muito em pouco tempo.

📊 Número do Dia

50% , Queda do Bitcoin desde o topo, a menor retração em um mercado baixista desde a criação da criptomoeda em 2009.

Por que isso importa

Para o investidor brasileiro que possui Bitcoin diretamente ou por meio de ETFs na B3, entender que esta é a menor queda histórica em um ciclo de baixa ajuda a calibrar expectativas. Mesmo sendo a retração mais suave, analistas alertam que o fundo pode não ter sido atingido, o que exige cautela. Historicamente, ciclos de baixa do Bitcoin foram seguidos por recuperações, mas o passado não garante o futuro. Quem investe em cripto precisa estar preparado para volatilidade elevada e prazos longos.


Fonte original: https://decrypt.co/370495/this-is-bitcoins-shallowest-bear-market-but-is-the-bottom-in

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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