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ETFs de Bitcoin e Ethereum voltam a receber aportes nos EUA

ETFs de Bitcoin e Ethereum nos EUA voltam a receber aportes após sequências recordes de retiradas. Entenda o impacto para o investidor brasileiro.
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram entrada líquida de US$ 3,05 milhões na quinta-feira (5 de junho de 2026), encerrando uma sequência de 13 pregões consecutivos de retiradas que totalizaram cerca de US$ 4,4 bilhões, segundo reportou a CoinDesk. Os ETFs de Ethereum também interromperam uma série negativa de 17 dias de saídas.

Os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de Bitcoin à vista nos Estados Unidos voltaram a receber aportes na quinta-feira (5 de junho de 2026), após quase duas semanas de retiradas ininterruptas. Conforme reportou a CoinDesk, os ETFs registraram entrada líquida de US$ 3,05 milhões no dia, encerrando uma sequência de 13 pregões consecutivos de saídas que somaram aproximadamente US$ 4,4 bilhões. Para contextualizar a magnitude desse movimento: trata-se de uma das maiores sequências de retiradas já documentadas desde o lançamento desses produtos em janeiro de 2024.

ETFs de criptomoedas funcionam como fundos que permitem ao investidor comprar Bitcoin ou Ethereum pela bolsa de valores, sem precisar abrir uma carteira digital (wallet) ou lidar diretamente com a custódia das moedas. No caso dos ETFs à vista, o fundo realmente compra e mantém as criptomoedas em custódia, diferentemente de produtos derivativos que apenas acompanham o preço. Nos Estados Unidos, esses fundos movimentam bilhões de dólares diariamente e são considerados termômetros do apetite institucional por ativos digitais.

Os ETFs de Ethereum (a segunda maior criptomoeda por valor de mercado) também encerraram uma série negativa, desta vez de 17 dias consecutivos de saídas, conforme a mesma fonte. A interrupção simultânea das sequências de retiradas em ambos os ativos sugere uma possível mudança de humor entre investidores institucionais, embora o volume de entrada ainda seja modesto em comparação com as saídas acumuladas. A título de comparação com o mercado brasileiro: em um único dia, os ETFs americanos de Bitcoin movimentam volumes superiores ao patrimônio líquido total de todos os ETFs de criptomoedas listados na B3 (como HASH11, BITH11 e QBTC11) somados, segundo dados públicos da bolsa brasileira.

Para o investidor brasileiro, a dinâmica dos ETFs americanos importa por duas razões principais. Primeiro, porque os preços das criptomoedas são globais: grandes movimentos de capital nos fundos dos EUA tendem a impactar as cotações que servem de referência para os produtos negociados na B3. Segundo, porque a regulação brasileira de ETFs cripto ainda é incipiente comparada à americana, e os padrões de fluxo observados lá fora frequentemente antecipam tendências que chegam ao mercado local meses depois.

📊 Número do Dia

US$ 4,4 bilhões , Total de saídas acumuladas em 13 pregões consecutivos dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, sequência interrompida em 5 de junho de 2026

Por que isso importa

A interrupção de sequências recordes de retiradas em ETFs de Bitcoin e Ethereum sinaliza uma possível estabilização no apetite institucional por criptomoedas, após quase duas semanas de aversão ao risco. Para o investidor brasileiro, isso pode significar menor pressão vendedora sobre os preços globais das criptomoedas, que servem de referência para os produtos negociados na B3. Historicamente, períodos de saídas prolongadas precedem tanto consolidações de preço quanto reversões de tendência, mas o volume modesto da entrada registrada (US$ 3,05 milhões) ainda não permite conclusões definitivas sobre a direção do mercado.


Fonte original: https://www.coindesk.com/markets/2026/06/05/bitcoin-and-ether-etfs-end-record-multi-billion-outflow-streak

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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