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Western Union lança stablecoin e integra exchange Bybit

Western Union lança stablecoin USDPT e integra exchange Bybit. Entenda o impacto para remessas internacionais e o mercado cripto brasileiro.
A Western Union, empresa centenária de transferências internacionais, lançou sua própria stablecoin (moeda digital lastreada em dólar) chamada USDPT e anunciou parceria com a exchange Bybit para distribuição do ativo, conforme reportou a Cointelegraph em 4 de junho de 2025.

A Western Union, conhecida por suas casas de câmbio e transferências de dinheiro para o exterior, acaba de entrar no mercado de stablecoins. Segundo a Cointelegraph, a empresa lançou o USDPT, uma moeda digital lastreada em dólar (ou seja, cada unidade vale sempre US$ 1, como um real digital que mantém valor fixo mesmo quando o resto do mercado balança). A novidade é a integração com a Bybit, uma das maiores exchanges (plataformas de compra e venda de criptomoedas) do mundo, que passa a oferecer o USDPT aos seus usuários.

A parceria dá à Western Union acesso direto à liquidez do mercado cripto, enquanto a Bybit ganha um novo ativo para negociação. Stablecoins são usadas principalmente para facilitar transferências internacionais rápidas e baratas, sem depender de bancos tradicionais. Para contextualizar, o mercado global de stablecoins movimenta trilhões de dólares por ano, com destaque para USDT (Tether) e USDC (Circle), que dominam o setor. A entrada da Western Union representa a aposta de uma empresa tradicional de pagamentos nesse modelo descentralizado.

Para o investidor brasileiro, a notícia tem relevância prática. Stablecoins lastreadas em dólar são amplamente usadas por brasileiros para proteger patrimônio da volatilidade do real ou para fazer remessas internacionais com custos menores que os bancários. A Western Union já opera no Brasil há décadas, e a integração com exchanges pode facilitar o acesso de brasileiros a esse tipo de ativo digital. Vale lembrar que, segundo a regulação do Banco Central, stablecoins ainda não têm status de moeda no país, mas podem ser negociadas como ativos digitais.

A movimentação da Western Union se soma a uma tendência mais ampla: empresas de pagamento tradicionais, como Visa e Mastercard, têm investido em infraestrutura cripto nos últimos anos. A diferença é que a Western Union não está apenas integrando tecnologia blockchain (registro público que qualquer pessoa pode auditar, como um cartório aberto a todos), mas criando seu próprio ativo digital. Isso sinaliza confiança no modelo de stablecoins como ferramenta de pagamento global, especialmente em mercados emergentes onde remessas internacionais são parte importante da economia.

📊 Número do Dia

USDPT , Nome da stablecoin lançada pela Western Union, agora disponível na exchange Bybit para negociação e transferências.

Por que isso importa

A entrada de uma empresa tradicional como a Western Union no mercado de stablecoins valida o modelo de moedas digitais lastreadas como alternativa viável aos sistemas bancários convencionais. Para brasileiros que fazem remessas ou buscam proteção cambial, a integração com exchanges amplia as opções de acesso a dólares digitais, potencialmente com custos menores e velocidade maior que os canais tradicionais. A movimentação também reforça a pressão por regulação clara no Brasil, já que o Banco Central e a CVM ainda definem regras para stablecoins no país.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/seo-url-bybit-western-union-usdpt-stablecoin-exchange-integration?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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