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Risco quântico do Bitcoin vai além das carteiras

Investidor que financiou labs quânticos alerta: risco ao Bitcoin vai além de carteiras digitais. Google mudou foco em março de 2026. Entenda o impacto.
Andrew Gault, investidor de capital de risco que financiou os laboratórios de hardware quântico que hoje ameaçam o Bitcoin, afirma que a indústria cripto está olhando para o lugar errado ao focar apenas na segurança das carteiras digitais. Segundo reportagem da CoinDesk publicada em 30 de maio de 2026, a equipe de segurança do Google adotou a mesma direção em março deste ano.

O debate sobre computação quântica e Bitcoin costuma girar em torno de um único medo: que computadores superpoderosos possam quebrar as chaves privadas das carteiras digitais (os códigos secretos que dão acesso aos seus bitcoins, como a senha do seu banco). Mas Andrew Gault, investidor de capital de risco que financiou os próprios laboratórios de hardware quântico que hoje representam essa ameaça, acredita que a indústria está focando no problema errado, conforme reportou a CoinDesk.

Gault não detalhou publicamente qual seria o risco maior, mas sua posição ganha peso por vir de alguém que conhece a tecnologia quântica por dentro. A equipe de segurança do Google, gigante que opera um dos computadores quânticos mais avançados do mundo, moveu-se na mesma direção em março de 2026, segundo a reportagem. Isso sugere que especialistas em criptografia (a ciência que protege dados digitais) estão identificando vulnerabilidades além das carteiras individuais.

Para contextualizar o cenário brasileiro: investidores locais que acessam Bitcoin por meio de ETFs na B3 (como HASH11, QBTC11 e BITH11) dependem da segurança da rede Bitcoin como um todo, não apenas de chaves individuais. Se a ameaça quântica afetar a infraestrutura central da rede (o sistema de validação de transações chamado blockchain, que funciona como um livro-razão público e imutável), o impacto seria sistêmico, atingindo todos os detentores de Bitcoin simultaneamente. Em comparação, a quebra de chaves individuais seria como assaltos isolados a contas bancárias, enquanto uma falha na infraestrutura seria como um colapso do sistema bancário inteiro.

A computação quântica usa princípios da física quântica para processar informações de forma exponencialmente mais rápida que computadores tradicionais. Historicamente, especialistas estimavam que computadores quânticos capazes de ameaçar o Bitcoin levariam décadas para surgir. Porém, avanços recentes do Google e da IBM encurtaram essas projeções, segundo conhecimento de mercado amplamente divulgado em veículos especializados. O alerta de Gault indica que a comunidade Bitcoin pode estar se preparando para o risco errado, deixando a porta aberta para uma vulnerabilidade maior.

📊 Número do Dia

Março de 2026 , Mês em que a equipe de segurança do Google mudou o foco de suas preocupações sobre riscos quânticos ao Bitcoin, alinhando-se à visão de Andrew Gault sobre ameaças além das carteiras digitais.

Por que isso importa

Se a ameaça quântica ao Bitcoin for mais profunda que a segurança de carteiras individuais, toda a estratégia de defesa da rede precisará ser repensada. Para investidores brasileiros, isso significa que a proteção de seus ativos em ETFs de Bitcoin na B3 depende não apenas de boas práticas de custódia, mas de atualizações fundamentais no protocolo da criptomoeda. A falta de clareza sobre qual é exatamente o risco maior deixa o mercado em zona de incerteza, o que historicamente aumenta a volatilidade (as oscilações bruscas de preço, como o tomate na feira em semana de chuva).


Fonte original: https://www.coindesk.com/tech/2026/05/30/bitcoin-s-biggest-quantum-risk-may-not-be-wallet-keys-an-early-investor-fears-something-bigger

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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