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segunda-feira, 27 de julho de 2026 Brasil

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Hester Peirce deixa a SEC para ensinar direito

Hester Peirce, comissária da SEC (a CVM dos Estados Unidos) e uma das vozes mais favoráveis às criptomoedas dentro do órgão, anunciou que deixará o cargo para se tornar professora associada em uma faculdade de direito na Virgínia. A saída ocorre cerca de 18 meses após o fim oficial de seu mandato.

Hester Peirce, a 'Crypto Mom' da SEC, deixa o regulador após 9 anos para lecionar direito. Entenda o impacto para o mercado cripto e investidores brasileiros.

Hester Peirce, conhecida no mercado cripto como ‘Crypto Mom’ por suas posições favoráveis ao setor, está deixando a SEC (Securities and Exchange Commission, o equivalente americano da CVM) após nove anos. Segundo reportagem da Cointelegraph publicada em 20 de maio de 2025, ela assumirá o cargo de professora associada na Regent University School of Law, no estado da Virgínia. A mudança marca o fim de um ciclo em que Peirce se tornou uma das poucas vozes dentro do regulador a defender abordagens mais flexíveis para ativos digitais.

Peirce foi nomeada comissária em 2018 e seu mandato oficial expirou em junho de 2023. Nos Estados Unidos, comissários da SEC podem continuar no cargo até que um sucessor seja nomeado e confirmado pelo Senado, o que explica por que ela permaneceu na função por mais de um ano e meio após o término formal. A saída deixa mais uma cadeira vazia na liderança da SEC, em um momento em que o órgão enfrenta pressão crescente para definir regras claras sobre criptomoedas.

Durante sua passagem pela SEC, Peirce ficou conhecida por votar contra ações punitivas que considerava excessivas e por propor um ‘porto seguro’ regulatório (uma espécie de período de carência para novos projetos cripto se adaptarem às regras sem risco de punição imediata). Ela também criticou publicamente a abordagem da SEC de regular criptomoedas por meio de processos judiciais, em vez de criar normas claras antecipadamente. Para contextualizar, essa postura é semelhante ao debate que ocorre no Brasil sobre como a CVM deve tratar tokens e ofertas públicas de ativos digitais: punir primeiro e definir regras depois, ou criar um arcabouço regulatório antes de fiscalizar?

A título de comparação com o cenário brasileiro, a saída de Peirce equivaleria à perda de uma voz moderadora dentro da CVM em um momento de definição sobre o futuro dos ETFs de cripto na B3 (como HASH11 e QBTC11) e sobre a regulação de exchanges locais. Investidores brasileiros que acompanham o mercado americano devem ficar atentos: a composição da SEC influencia diretamente decisões sobre ETFs de Bitcoin e Ethereum negociados nos EUA, que servem de referência para produtos similares no Brasil.

📊 Número do Dia

9 anos , Tempo em que Hester Peirce atuou como comissária da SEC, tornando-se a principal defensora de criptomoedas dentro do regulador americano.

Por que isso importa

A saída de Hester Peirce reduz o número de vozes favoráveis às criptomoedas dentro da SEC em um momento crítico para o setor. Decisões sobre aprovação de novos ETFs de cripto, regras para stablecoins e fiscalização de exchanges americanas podem se tornar mais rígidas sem sua influência moderadora. Para o investidor brasileiro, isso importa porque mudanças regulatórias nos EUA costumam afetar o preço de Bitcoin e Ethereum globalmente, além de influenciar a postura da CVM e do Banco Central em relação a ativos digitais no Brasil.


Fonte original: https://cointelegraph.com/news/secs-hester-peirce-regent-law-faculty?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound