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VanEck e Grayscale avançam com pedidos de ETF de BNB

VanEck e Grayscale atualizam pedidos de ETF de BNB na SEC. Entenda o que muda para o investidor brasileiro e a corrida por fundos de altcoins nos EUA.
A VanEck e a Grayscale submeteram novas emendas aos seus pedidos de ETF (fundo negociado em bolsa) de BNB à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, segundo reportou The Defiant em 18 de maio de 2025. As movimentações indicam que a disputa pelo próximo ETF de criptomoeda além de Bitcoin e Ethereum está em andamento.

A VanEck e a Grayscale, duas das maiores gestoras de ativos digitais do mundo, atualizaram seus pedidos para lançar ETFs de BNB nos Estados Unidos. Segundo The Defiant, as emendas foram protocoladas junto à SEC (Securities and Exchange Commission, o equivalente americano à CVM brasileira) e representam um novo capítulo na corrida para oferecer fundos de criptomoedas alternativas ao público investidor. Um ETF é uma forma de investir em um ativo pela bolsa de valores, como se fosse uma ação: o investidor compra cotas do fundo, e o fundo detém o ativo real (neste caso, a criptomoeda BNB).

O BNB é a criptomoeda nativa da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação. Originalmente criado para pagar taxas de transação dentro da plataforma Binance com desconto, o BNB evoluiu para alimentar a BNB Chain, uma rede blockchain (registro público e descentralizado de transações) usada para aplicações de finanças descentralizadas (DeFi, ou bancos digitais sem banco no meio) e contratos inteligentes (contratos que se executam sozinhos quando as condições combinadas acontecem). Para contextualizar a escala, o BNB é a quinta maior criptomoeda por valor de mercado, segundo dados públicos da CoinGecko, atrás apenas de Bitcoin, Ethereum, Tether e USD Coin.

A movimentação das gestoras ocorre em um momento de expansão do mercado de ETFs cripto nos Estados Unidos. Desde a aprovação dos primeiros ETFs de Bitcoin à vista em janeiro de 2024, seguidos pelos de Ethereum em julho do mesmo ano, o mercado aguarda a próxima criptomoeda a receber luz verde da SEC. Conforme reportou The Defiant, as emendas recentes sinalizam engajamento ativo com o regulador americano, embora não haja prazo definido para aprovação. A título de comparação, no Brasil, investidores já têm acesso a ETFs de criptomoedas negociados na B3, como HASH11 (cesta de criptomoedas), BITH11 (Bitcoin) e ETHE11 (Ethereum), mas ainda não há produtos específicos para BNB.

Para o investidor brasileiro, a aprovação de um ETF de BNB nos Estados Unidos pode abrir caminho para produtos similares no mercado local. Historicamente, a aprovação de ETFs cripto pela SEC tem funcionado como sinal verde para outros reguladores ao redor do mundo, incluindo a CVM. Além disso, a entrada de gestoras tradicionais como VanEck e Grayscale no espaço de altcoins (termo usado para designar criptomoedas que não são Bitcoin) reforça a legitimação institucional do setor, um movimento que tende a reduzir a percepção de risco e atrair capital de investidores mais conservadores.

📊 Número do Dia

, Posição do BNB no ranking global de criptomoedas por valor de mercado, segundo dados públicos da CoinGecko

Por que isso importa

A corrida por ETFs de criptomoedas alternativas marca uma nova fase de maturidade do mercado cripto. Para o investidor brasileiro, a aprovação de um ETF de BNB nos Estados Unidos pode acelerar a chegada de produtos similares na B3, ampliando as opções de diversificação em ativos digitais sem a necessidade de abrir conta em corretoras internacionais. Além disso, a entrada de gestoras tradicionais nesse segmento sinaliza que o mercado de altcoins está deixando de ser território exclusivo de especuladores e ganhando espaço em portfólios institucionais, o que historicamente acompanha períodos de menor volatilidade e maior previsibilidade regulatória.


Fonte original: https://thedefiant.io/converge/tradfi-and-fintech/vaneck-grayscale-bnb-etf-amendments-i2xkqi

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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