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Senado dos EUA marca nova votação sobre regulação cripto

Comitê Bancário do Senado dos EUA marca segunda votação sobre legislação cripto abrangente. Entenda o impacto para o investidor brasileiro.
O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos agendou uma nova data para votar sobre uma legislação abrangente para o mercado de criptomoedas, segundo reportou o The Block em 8 de maio de 2025. Esta é a segunda tentativa do comitê de aprovar o projeto.

O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos marcou uma nova data para votar sobre uma legislação ampla que busca regular o mercado de criptomoedas no país. Conforme reportou o The Block, esta é a segunda tentativa do comitê de aprovar o projeto, após uma primeira rodada que não avançou. A votação incluirá também emendas ao texto original, sinalizando que os senadores ainda estão ajustando os detalhes da proposta.

A legislação em questão é considerada uma das mais abrangentes já apresentadas no Congresso americano para o setor cripto. Embora o The Block não tenha detalhado o conteúdo específico do projeto, legislações desse tipo costumam abordar temas como a definição legal de criptomoedas (se são valores mobiliários, commodities ou uma categoria própria), regras para exchanges (plataformas onde se compra e vende cripto) e proteção ao consumidor. Para contextualizar, nos Estados Unidos, a ausência de uma lei federal clara sobre cripto tem gerado anos de disputas entre reguladores como a SEC (equivalente à CVM brasileira) e a CFTC (que regula commodities).

Para o investidor brasileiro, a movimentação no Senado americano tem impacto indireto mas relevante. Os Estados Unidos são o maior mercado de criptomoedas do mundo, e mudanças regulatórias lá costumam influenciar o preço global de ativos como Bitcoin e Ethereum. Historicamente, anúncios de avanços regulatórios nos EUA tendem a reduzir a volatilidade (oscilação de preço) do mercado, pois trazem mais clareza jurídica. A título de comparação, quando a SEC americana aprovou os primeiros ETFs de Bitcoin à vista em janeiro de 2024, o preço do ativo subiu cerca de 10% em poucos dias, segundo dados públicos da CoinGecko.

No Brasil, a regulação cripto já avançou mais do que nos EUA em alguns aspectos. Desde junho de 2023, exchanges brasileiras precisam se registrar no Banco Central e seguir regras de prevenção à lavagem de dinheiro, conforme a Lei 14.478/2022. Porém, questões como a natureza jurídica dos criptoativos e regras para DeFi (finanças descentralizadas, ou seja, serviços financeiros que funcionam sem intermediários como bancos) ainda estão em aberto por aqui, assim como nos EUA. A CVM brasileira, por exemplo, ainda não definiu se tokens de projetos DeFi podem ser considerados valores mobiliários.

A segunda tentativa de votação no Senado americano indica que o tema ganhou prioridade política, possivelmente refletindo a pressão de um setor que movimenta trilhões de dólares globalmente. Se aprovada no comitê, a legislação ainda precisará passar pelo plenário do Senado e pela Câmara dos Representantes antes de virar lei. Esse processo pode levar meses ou até anos, conforme o conhecimento de mercado sobre tramitação legislativa nos EUA.

📊 Número do Dia

2ª tentativa , Número de vezes que o Comitê Bancário do Senado dos EUA tenta votar a legislação cripto abrangente, sinalizando persistência política no tema.

Por que isso importa

A aprovação de uma lei federal sobre criptomoedas nos Estados Unidos pode reduzir a incerteza regulatória global e influenciar o preço de ativos como Bitcoin e Ethereum, que são negociados por milhões de brasileiros. Além disso, serve de referência para outros países, incluindo o Brasil, que ainda discutem pontos em aberto na regulação cripto local, como a natureza jurídica de tokens DeFi e regras para stablecoins (moedas digitais atreladas ao dólar ou ao real).


Fonte original: https://www.theblock.co/post/400492/take-two-senate-banking-committee-sets-a-date-to-amend-and-vote-on-sweeping-crypto-legislation?utm_source=rss&utm_medium=rss

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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