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Strategy registra perda de US$ 12,5 bilhões no primeiro trimestre

Strategy registra prejuízo contábil de US$ 12,54 bilhões no primeiro trimestre de 2026 com queda de 22% do Bitcoin. Entenda o impacto para o investidor brasileiro.
A Strategy (antiga MicroStrategy) reportou prejuízo contábil de US$ 12,54 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo reportagem da CoinDesk publicada nesta segunda-feira (5). A perda reflete a queda do preço do Bitcoin, que recuou de cerca de US$ 87 mil para US$ 68 mil entre janeiro e março deste ano.

A Strategy, empresa comandada por Michael Saylor e maior detentora corporativa de Bitcoin do planeta, registrou perda contábil de US$ 12,54 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Conforme reportou a CoinDesk, o resultado negativo está diretamente ligado à desvalorização do Bitcoin no período: a criptomoeda caiu de aproximadamente US$ 87 mil para US$ 68 mil entre janeiro e março, uma queda de cerca de 22% em três meses.

Para contextualizar a escala dessa perda, US$ 12,54 bilhões equivalem a aproximadamente R$ 70 bilhões (considerando câmbio de R$ 5,60 por dólar, conforme cotação de mercado em maio de 2026). Esse valor supera o valor de mercado de empresas brasileiras de grande porte listadas na B3, como a Gol ou a Azul, e ilustra o tamanho da exposição da Strategy ao Bitcoin. A empresa adota uma estratégia de tesouraria baseada em acumular Bitcoin como ativo de reserva, o que significa que suas demonstrações financeiras oscilam diretamente com o preço da moeda digital.

Importante destacar que essa perda é contábil, não realizada. Em termos simples, a Strategy não vendeu seus Bitcoins: ela apenas registra no balanço a variação do preço de mercado. Funciona como uma pessoa que tem ações da Petrobras na carteira e vê o valor da carteira cair quando a ação cai, mas só perde dinheiro de fato se vender as ações naquele momento. No caso da Strategy, a empresa mantém sua estratégia de longo prazo e não realizou vendas no trimestre, segundo dados públicos disponíveis.

Para o investidor brasileiro, o caso da Strategy serve como termômetro da volatilidade do Bitcoin em escala institucional. Enquanto no Brasil os ETFs de Bitcoin negociados na B3 (como HASH11, BITH11 e QBTC11) permitem exposição ao ativo com liquidez diária, a Strategy representa o extremo oposto: uma aposta concentrada e de longo prazo. A queda de 22% do Bitcoin em três meses, que gerou prejuízo bilionário para a empresa americana, também impactou os fundos brasileiros na mesma proporção, embora em escala menor devido ao tamanho dos patrimônios sob gestão.

A janela temporal analisada (primeiro trimestre de 2026, de janeiro a março) coincide com um período de correção do Bitcoin após máximas históricas registradas no final de 2025. Segundo conhecimento de mercado, esse tipo de movimento é comum em ciclos de alta do Bitcoin: períodos de valorização acelerada costumam ser seguidos por correções de 20% a 30%, sem que isso necessariamente indique reversão de tendência de longo prazo.

📊 Número do Dia

US$ 12,54 bilhões , Prejuízo contábil da Strategy no primeiro trimestre de 2026, reflexo da queda de 22% do Bitcoin no período.

Por que isso importa

A Strategy é o maior case corporativo de aposta em Bitcoin no mundo, e seus resultados trimestrais funcionam como termômetro da volatilidade do ativo em escala institucional. Para o investidor brasileiro, o episódio reforça a importância de entender que investimentos em Bitcoin, seja via ETFs na B3 ou compra direta, estão sujeitos a oscilações bruscas de curto prazo. A perda bilionária da empresa americana não representa venda de ativos, mas sim a marcação a mercado de uma estratégia de longo prazo, conceito essencial para quem investe em criptomoedas.


Fonte original: https://www.coindesk.com/markets/2026/05/05/strategy-posts-usd12-54-billion-q1-loss-on-declining-bitcoin-price

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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