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O que é o dólar e por que afeta o Brasil?

Entenda como a moeda americana influencia desde o preço da gasolina até o pão na padaria do seu bairro
Notas de dólar americano e real brasileiro lado a lado representando a relação cambial entre as moedas

Você sabia que toda vez que o dólar sobe R$ 0,10, o preço da sua gasolina pode aumentar cerca de R$ 0,05 por litro? De fato, essa moedinha americana que você vê no noticiário todo dia tem o poder de mexer com o seu orçamento de formas que você nem imagina.

O dólar é simplesmente a moeda dos Estados Unidos, assim como o real é do Brasil. No entanto, aqui está o pulo do gato: ele virou a “moeda universal” do planeta. Ou seja, é como se fosse o Pix do comércio mundial – todo mundo usa ele para fazer negócios entre países.

Como o Dólar Afeta Diferentes Setores da Economia

Setor Efeito do Dólar Alto Impacto no Consumidor
Combustíveis Gasolina e diesel ficam mais caros Aumento no preço dos transportes
Alimentação Trigo e fertilizantes importados sobem Pão, massas e carnes mais caros
Tecnologia Eletrônicos importados encarecem Celulares e computadores mais caros
Turismo Viagens internacionais ficam mais caras Destinos nacionais ficam mais atrativos
Exportação Empresas ganham mais reais Pode gerar mais empregos no setor

Por que isso afeta o seu bolso?

Pense no Brasil como um condomínio que precisa comprar muita coisa de fora. Por exemplo, petróleo, trigo para fazer pão, fertilizantes para plantar, peças para carros – tudo isso a gente compra lá de fora pagando em dólar.

Quando o dólar estava R$ 5,00 e subiu para R$ 5,50, portanto, é como se todos os produtos importados ficassem 10% mais caros de uma hora para outra. Dessa forma, aquele trigo que custava US$ 100 (R$ 500) passou a custar R$ 550 – mesmo custando os mesmos US$ 100 lá fora.

É por isso que quando o dólar dispara, o preço do pão francês na padaria do seu bairro também sobe. Visto que o trigo ficou mais caro para importar, o padeiro repassa isso no preço, e quem paga a conta é você.

Como funciona na prática?

Imagine que você tem uma conta no Nubank em reais, mas quer comprar algo nos Estados Unidos. Em seguida, você precisa “trocar” seus reais por dólares. Assim, quanto mais gente querendo comprar dólar (maior demanda), mais caro ele fica.

Da mesma forma, é igual ingresso do show da sua banda favorita: pouca oferta + muita gente querendo = preço nas alturas.

No Brasil, várias coisas influenciam essa “fila” do dólar. Sobretudo, quando a economia vai bem, os investidores estrangeiros trazem dólares para cá (dólar desce). Por outro lado, quando há crise ou incerteza política, eles levam o dinheiro embora (dólar sobe).

A Petrobras, por exemplo, vende petróleo em dólar mas paga salários em reais. Por conseguinte, quando o dólar sobe, ela ganha mais reais pela mesma quantidade de petróleo vendida.

O que acompanhar

Fique de olho em três coisas principais:

  • Taxa Selic: quando ela sobe, atrai dólares para o Brasil (dólar tende a cair)
  • Notícias políticas: incerteza costuma fazer o dólar subir
  • Economia americana: se eles vão bem, o dólar fica mais valorizado globalmente

Lembre-se: não existe dólar “caro” ou “barato” para sempre. Em contrapartida, existe dólar adequado para cada momento da economia. Finalmente, o importante é entender que essa dancinha dele afeta desde o preço do seu cafezinho até a prestação do seu financiamento.

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