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O que é previdência privada e por que ela pode salvar sua aposentadoria

Apenas 6% dos brasileiros mantêm padrão de vida na aposentadoria, mas estratégia pode garantir renda complementar ao INSS
Pessoa organizando documentos de previdência privada e calculadora com gráficos de investimento

Você sabia que apenas 6% dos aposentados no Brasil conseguem manter o mesmo padrão de vida que tinham quando trabalhavam? De fato, é isso mesmo – a grande maioria precisa apertar o cinto quando para de trabalhar.

A previdência privada é como ter uma segunda conta poupança, só que muito mais esperta. Enquanto isso, enquanto a poupança rende migalhas, a previdência privada investe seu dinheiro em fundos que podem render bem mais.

PGBL vs VGBL: Qual escolher?

Conceito Descrição Exemplo prático
PGBL Para quem faz declaração completa do IR Você ganha R$ 5.000/mês, faz declaração completa e pode deduzir até R$ 600/mês
VGBL Para quem faz declaração simplificada Você é assalariado, usa desconto padrão no IR e quer apenas investir para aposentadoria
Dedução fiscal PGBL permite deduzir até 12% da renda bruta Investindo R$ 500/mês no PGBL, você pode pagar menos IR no ano

Pense assim: o INSS é como aquele salário básico que você recebe – dá para sobreviver, mas não para viver bem. Por outro lado, a previdência privada é como ter uma renda extra todo mês, para sempre.

Por que isso afeta o seu bolso?

O teto do INSS hoje está em R$ 7.507. Ou seja, se você ganha R$ 10.000 por mês, vai receber no máximo esses R$ 7.507 quando se aposentar. Portanto, perdeu R$ 2.493 todo mês, para o resto da vida.

É aí que entra a previdência privada. Dessa forma, ela preenche esse buraco no seu orçamento futuro.

Imagine que você coloque R$ 500 por mês numa previdência privada aos 30 anos. Assim, com rendimento médio de 6% ao ano, quando você fizer 65 anos, terá acumulado mais de R$ 1,3 milhão. Por conseguinte, isso daria uma renda mensal vitalícia de cerca de R$ 6.500.

Ou seja: INSS + previdência privada = conta que fecha no final do mês, mesmo aposentado.

Como funciona na prática?

Na prática, funciona como o débito automático do seu cartão de crédito. Todo mês sai uma quantia da sua conta corrente e vai para um fundo de investimento.

Existem dois tipos principais: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A diferença é simples: se você faz declaração completa do IR, escolha PGBL. Contudo, se faz declaração simplificada, vá de VGBL.

É como escolher entre Visa e Mastercard – da mesma forma, ambos fazem a mesma coisa, mas cada um tem suas vantagens dependendo do seu perfil.

Você pode escolher planos mais conservadores (como uma poupança melhorada) ou mais arrojados (que investem em ações). Visto que quanto maior o risco, maior o potencial de ganho.

A grande vantagem é que você pode pausar, diminuir ou aumentar os depósitos conforme sua vida financeira muda. Perdeu o emprego? Pausa. Em contrapartida, ganhou aumento? Aumenta a contribuição.

O que acompanhar

Fique de olho nas taxas. Por exemplo, algumas previdências cobram taxa de administração de 3% ao ano – é como pagar R$ 30 para cada R$ 1.000 investido. Por isso, procure taxas abaixo de 1,5%.

Compare rentabilidades históricas, mas lembre-se: rentabilidade passada não garante ganhos futuros (como diz aquela frase chata dos bancos).

Além disso, acompanhe sua previdência pelo menos uma vez por ano, como quem confere o extrato do cartão. Veja se está rendendo conforme esperado e se as taxas não subiram.

Finalmente, o segredo é começar cedo e ser constante. Sobretudo, é melhor investir R$ 200 por mês durante 30 anos do que R$ 1.000 por mês durante 5 anos.

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