Tom Lee, analista veterano de Wall Street e fundador da Fundstrat Global Advisors, declarou que usuários comuns estão começando a enxergar o Ethereum como dinheiro, segundo reportagem da The Block. A afirmação refere-se ao uso cotidiano da criptomoeda, não apenas como ativo de investimento, mas como meio de pagamento e reserva de valor. Para contextualizar: Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado, atrás apenas do Bitcoin, e funciona como combustível de uma rede blockchain (um registro público e descentralizado) que permite a criação de contratos inteligentes (acordos que se executam automaticamente quando condições são cumpridas).
Lee citou especificamente a Robinhood Chain, uma rede blockchain lançada pela corretora americana Robinhood, como exemplo de plataforma que está impulsionando a adoção do Ethereum por usuários do dia a dia. A Robinhood é conhecida no mercado americano por democratizar o acesso a investimentos, com interface simples e sem taxas de corretagem (em comparação, seria como uma versão americana das corretoras digitais brasileiras que popularizaram a bolsa por aqui). A entrada dessa plataforma no universo blockchain sinaliza que o uso de criptomoedas pode estar saindo do nicho de entusiastas e investidores especializados.
Paralelamente, o fundo Bitmine anunciou a aquisição de 27.801 ETH, elevando suas reservas totais para 5,77 milhões de tokens de Ethereum, conforme reportou a The Block. Esse montante representa 4,8% de toda a oferta de ETH em circulação, uma concentração significativa nas mãos de um único fundo. A título de comparação: se uma única gestora detivesse 4,8% de todas as ações da Petrobras negociadas na bolsa, seria considerada um player de peso capaz de influenciar o preço do ativo. A data exata da aquisição não foi especificada pela fonte.
Para o investidor brasileiro, a declaração de Tom Lee e o movimento do Bitmine reforçam uma tendência: o Ethereum está sendo tratado cada vez mais como um ativo de reserva institucional, enquanto sua utilidade prática cresce em plataformas de grande alcance. No Brasil, investidores podem acessar exposição ao Ethereum por meio de ETFs listados na B3, como o ETHE11 (ETF de Ethereum da Hashdex), que replica a variação do preço da criptomoeda sem a necessidade de abrir carteiras digitais (wallets) ou lidar com custódia direta do ativo.
📊 Número do Dia
4,8% , Fatia de toda a oferta de Ethereum em circulação acumulada pelo fundo Bitmine, totalizando 5,77 milhões de tokens.
Por que isso importa
A combinação de adoção cotidiana (via plataformas como Robinhood Chain) e acumulação institucional (como a do Bitmine) sugere que o Ethereum está consolidando dois papéis simultâneos: meio de pagamento acessível e ativo de reserva para grandes fundos. Para o investidor brasileiro, isso reforça a relevância de acompanhar o Ethereum não apenas como especulação, mas como infraestrutura digital em expansão, acessível via ETFs na B3.
Fonte original: https://www.theblock.co/post/408029/tom-lee-says-users-starting-see-ethereum-money-bitmine-adds-27801-eth?utm_source=rss&utm_medium=rss


