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Bitcoin cai para US$ 59 mil com fuga recorde de ETFs

O Bitcoin caiu para cerca de US$ 59.400 (aproximadamente R$ 330 mil, considerando a cotação média do dólar) nesta quinta-feira, 26 de junho de 2026, após os ETFs de Bitcoin à vista registrarem saídas líquidas de US$ 691 milhões, segundo reportou a Decrypt. A retirada representa a maior fuga de capital desses fundos desde maio de 2026.

Bitcoin cai para US$ 59,4 mil após saída recorde de US$ 692 milhões dos ETFs à vista, a maior desde maio. Vencimento de US$ 10,6 bi em opções aumenta volatilidade.

O Bitcoin testou o patamar de US$ 59.400 nesta quinta-feira, 26 de junho de 2026, pressionado pela maior saída de recursos dos ETFs de Bitcoin à vista desde maio. Segundo a Decrypt, os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês, que funcionam como uma forma de investir em Bitcoin pela bolsa tradicional, sem precisar comprar a moeda diretamente) registraram retiradas líquidas de US$ 691 milhões. Para contextualizar a escala, esse valor equivale a cerca de R$ 3,8 bilhões, mais de três vezes o patrimônio líquido do HASH11, o maior ETF de criptomoedas da B3.

A movimentação ocorre às vésperas do vencimento de US$ 10,6 bilhões em contratos de opções de Bitcoin, marcado para sexta-feira, 27 de junho. Opções são contratos que dão ao comprador o direito (mas não a obrigação) de comprar ou vender Bitcoin a um preço combinado até determinada data. Quando grandes volumes de opções vencem simultaneamente, o mercado costuma registrar volatilidade aumentada, pois investidores ajustam suas posições. Historicamente, vencimentos dessa magnitude (em termos de mercado cripto, US$ 10,6 bilhões representa cerca de 1% do valor total de mercado do Bitcoin) têm sido acompanhados por oscilações de preço na faixa de 5% a 10% em janelas de 48 horas.

Para o investidor brasileiro, a queda do Bitcoin impacta diretamente os ETFs cripto negociados na B3, como HASH11, BITH11 e QBTC11, que acompanham a variação da moeda. A título de comparação com o mercado tradicional, uma oscilação de 5% no Bitcoin em 24 horas seria equivalente a uma movimentação rara no Ibovespa, que normalmente varia entre 1% e 2% em um único pregão. A saída de US$ 692 milhões dos ETFs à vista sinaliza que investidores institucionais (fundos de pensão, gestoras de recursos e family offices) estão reduzindo exposição ao ativo, possivelmente para realizar lucros ou rebalancear carteiras antes do vencimento das opções.

Segundo dados públicos de mercado, o Bitcoin acumula alta de aproximadamente 40% no ano de 2026 até a data de publicação da reportagem da Decrypt, mas enfrenta resistência técnica (um patamar de preço que historicamente dificulta novas altas) na faixa dos US$ 62 mil. A queda para US$ 59.400 representa recuo de cerca de 4% em relação à máxima da semana anterior, movimento considerado moderado dentro do padrão de volatilidade do ativo.

📊 Número do Dia

US$ 692 milhões , Maior saída líquida de ETFs de Bitcoin à vista desde maio de 2026, registrada em 26 de junho, segundo a Decrypt.

Por que isso importa

A fuga de capital dos ETFs de Bitcoin à vista reflete cautela institucional em momento de alta volatilidade, com vencimento iminente de US$ 10,6 bilhões em opções. Para o investidor brasileiro que possui exposição via ETFs da B3 ou compra direta, o cenário indica possibilidade de oscilações acentuadas nos próximos dias. Historicamente, vencimentos dessa escala têm sido seguidos por movimentos bruscos de preço, o que exige atenção redobrada para quem opera alavancado ou com stop loss (ordem automática de venda para limitar perdas) ajustado.


Fonte original: https://decrypt.co/372180/bitcoin-tests-59k-as-etfs-shed-692m-options-expiry-looms