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Citi lança ações tokenizadas de empresas privadas para clientes

Citigroup lança ações tokenizadas de empresas privadas na SIX Digital Exchange. Entenda o impacto para o mercado brasileiro e a regulação da CVM.
O Citigroup começou a disponibilizar ações tokenizadas de empresas privadas (ou seja, que não negociam na bolsa) para clientes de gestão de patrimônio e institucionais na SIX Digital Exchange, segundo reportagem do Wall Street Journal publicada em 11 de junho de 2025.

O Citigroup começou a disponibilizar ações tokenizadas de empresas privadas (ou seja, que não negociam na bolsa) para clientes de gestão de patrimônio e institucionais na SIX Digital Exchange, segundo reportagem do Wall Street Journal publicada em 11 de junho de 2025. A tokenização transforma participações societárias em ativos digitais registrados em blockchain (um livro-razão público e imutável, como um cartório aberto a todos), permitindo negociação mais ágil e fracionamento de cotas.

Conforme reportou o The Defiant, o banco já concluiu sua primeira transação e está em conversas com outras empresas privadas para expandir a oferta. A iniciativa marca a entrada de um dos maiores bancos globais no mercado de tokenização de ativos reais, segmento que busca digitalizar investimentos tradicionais usando tecnologia blockchain. Para contextualizar, a tokenização funciona como transformar uma casa em milhares de pequenas cotas digitais que podem ser compradas e vendidas com mais facilidade do que o imóvel inteiro.

A SIX Digital Exchange é uma plataforma regulada na Suíça, voltada para negociação de ativos digitais institucionais. Ao operar nessa infraestrutura, o Citi oferece aos clientes acesso a participações em companhias fechadas (aquelas que não abrem capital na bolsa), historicamente restritas a investidores qualificados e com baixa liquidez. Segundo conhecimento de mercado, a tokenização pode reduzir custos de custódia e agilizar processos de transferência de propriedade, que em mercados tradicionais levam dias ou semanas.

Para o investidor brasileiro, o movimento do Citi sinaliza uma tendência global que pode chegar ao país em breve. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) já regulamentou a oferta de tokens de ativos financeiros desde 2023, e o Banco Central trabalha no desenvolvimento do Drex, a moeda digital brasileira, que poderá servir de infraestrutura para negociação de ativos tokenizados. A título de comparação, a B3 já lista ETFs de criptomoedas como HASH11 e QBTC11, mas ainda não oferece produtos de tokenização de ações de empresas privadas. Historicamente, o mercado brasileiro tende a seguir inovações regulatórias e de produto lançadas por grandes bancos globais com operação local, como o próprio Citi.

📊 Número do Dia

1 , Primeira transação de ações tokenizadas de empresa privada concluída pelo Citigroup na SIX Digital Exchange, segundo o Wall Street Journal em 11 de junho de 2025.

Por que isso importa

A entrada do Citigroup na tokenização de ações de empresas privadas valida o uso de blockchain para ativos tradicionais e pode acelerar a adoção dessa tecnologia por outros bancos globais. Para o Brasil, o movimento reforça a importância de avançar na regulamentação de ativos digitais e na infraestrutura do Drex, sob risco de ficar para trás em um mercado que promete mais liquidez e acesso democratizado a investimentos antes restritos a poucos.


Fonte original: https://thedefiant.io/converge/tradfi-and-fintech/citi-rolls-out-tokenized-private-company-shares-wealth-institutional-clients

Foto de Roberta Silva

Roberta Silva

Jornalista econômica especializada em política monetária e macroeconomia brasileira. Acompanha as decisões do Banco Central, os números do IPCA e os impactos da Selic. Responsável pelas seções Economia e Política Econômica.
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